
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, nesta terça-feira (14), abrir um processo administrativo disciplinar (PAD) contra o ministro Marco Buzzi, acusado de assédio sexual. Ao mesmo tempo, o plenário manteve o afastamento do magistrado de suas funções.
A decisão ocorreu de forma unânime, após uma comissão de sindicância interna recomendar a abertura do processo. Segundo o colegiado, a medida é necessária para aprofundar a apuração das denúncias envolvendo o ministro.
Denúncias de assédio
De acordo com as informações, Marco Buzzi é acusado de tentar agarrar uma jovem, filha de um casal de amigos, durante um banho de mar. O episódio teria ocorrido em janeiro deste ano, enquanto todos passavam férias em Balneário Camboriú, no litoral de Santa Catarina.
Além disso, após a repercussão do caso, uma ex-funcionária terceirizada do gabinete do ministro afirmou que também foi vítima de assédio sexual. Com isso, as investigações ganharam novos desdobramentos.
Investigação no STF
Na esfera criminal, o caso também avançou. Mais cedo, o ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um inquérito para investigar as acusações.
Como Marco Buzzi ocupa cargo no STJ, ele possui foro por prerrogativa de função. Por esse motivo, a investigação criminal tramita no Supremo.
A reportagem entrou em contato com a defesa do ministro e aguarda posicionamento.










