STJ abre ação e mantém ministro afastado por acusação de assédio

Decisão mantém magistrado fora do cargo enquanto investigação avança e apura denúncias de conduta inadequada no exercício da função

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- Marco Aurélio Buzzi, ministro do STJ. Foto: Sérgio Amaral/STJ

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, nesta terça-feira (14), abrir um processo administrativo disciplinar (PAD) contra o ministro Marco Buzzi, acusado de assédio sexual. Ao mesmo tempo, o plenário manteve o afastamento do magistrado de suas funções.

A decisão ocorreu de forma unânime, após uma comissão de sindicância interna recomendar a abertura do processo. Segundo o colegiado, a medida é necessária para aprofundar a apuração das denúncias envolvendo o ministro.

Denúncias de assédio

De acordo com as informações, Marco Buzzi é acusado de tentar agarrar uma jovem, filha de um casal de amigos, durante um banho de mar. O episódio teria ocorrido em janeiro deste ano, enquanto todos passavam férias em Balneário Camboriú, no litoral de Santa Catarina.

Além disso, após a repercussão do caso, uma ex-funcionária terceirizada do gabinete do ministro afirmou que também foi vítima de assédio sexual. Com isso, as investigações ganharam novos desdobramentos.

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Investigação no STF

Na esfera criminal, o caso também avançou. Mais cedo, o ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um inquérito para investigar as acusações.

Como Marco Buzzi ocupa cargo no STJ, ele possui foro por prerrogativa de função. Por esse motivo, a investigação criminal tramita no Supremo.

A reportagem entrou em contato com a defesa do ministro e aguarda posicionamento.

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