Esquecido pela política, Sul do ES sofre com estagnação econômica

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Atualmente, o debate sobre o desenvolvimento regional equilibrado sumiu da agenda dos pré-candidatos ao governo e ao legislativo nas eleições de 2026. Enquanto o Norte capixaba colhe os frutos da Sudene e a Grande Vitória concentra o forte setor de serviços, o Sul do Espírito Santo enfrenta o isolamento. Além disso, o fim de mecanismos como o Fundap e o Funres deixou a economia sulista totalmente sem amparo. Por consequência, a região perdeu competitividade e as forças políticas locais cobram respostas imediatas.

Diante do esvaziamento das ferramentas tradicionais, o Bandes assume um papel de peça-chave para reverter esse declínio. Contudo, as lideranças regionais apontam que o Sul capixaba perde espaço de forma contínua e sobrevive apenas de migalhas orçamentárias. Por isso, o Estado precisa desenhar urgentemente uma engenharia econômica robusta. Esse novo plano deve canalizar investimentos públicos e privados diretamente para os projetos estruturantes da região.

Essa paralisia regional fica evidente quando observamos o travamento de grandes obras que prometiam transformar o perfil logístico do Sul. O Porto Central, em Presidente Kennedy, a implantação de um Porto Seco e o gasoduto da BR-101 continuam apenas no papel. Infelizmente, a ausência dessas estruturas estratégicas impede a atração de novas indústrias para o município. Como resultado direto, a população sofre com a falta de empregos qualificados e com a renda estagnada.

Esse cenário gera forte cobrança popular, visto que governadores com bases políticas no próprio Sul comandaram o estado recentemente. Inclusive, o governador cachoeirense Ricardo Ferraço chefia o Executivo estadual neste momento. Portanto, o eleitorado espera que os novos planos de governo abandonem propostas genéricas e repetitivas. Em resumo, quem quiser o voto dos municípios sulistas nas urnas precisará apresentar compromissos reais e práticos com a região.ado.

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