
O juiz aposentado Carlos Madeira Abad, ex-titular da 2ª Vara da Infância e Juventude de Linhares, sofreu condenação do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) por importunação sexual e assédio sexual. O julgamento terminou na quinta-feira (11), após cerca de dois meses de análise com pedidos de vista de desembargadores.
O Ministério Público do Espírito Santo (MPES) acusou Abad de assediar mulheres no Centro Integrado de Atendimento Socioeducativo da Grande Vitória (Ciase), especialmente estagiárias. Ele atuava tanto na Vara de Linhares quanto no Ciase. O tribunal aplicou três anos e nove meses de reclusão por importunação sexual e dois anos, um mês e 15 dias de detenção por assédio sexual, em regime semiaberto.
O TJES também determinou a perda do cargo público, o que pode levar à cassação da aposentadoria de Abad, concedida em 2024. A defesa, representada pela advogada Beatriz Aoun, anunciou recurso. Ela afirmou que algumas acusações já foram afastadas e buscará reverter as demais condenações.










