
A Polícia Civil do Espírito Santo indiciou a vereadora Andressa Aparecida Ferreira Siqueira por suspeita de abuso de autoridade, tentativa de estelionato majorado e constrangimento ilegal. A conclusão consta em inquérito conduzido pelo delegado Valdimar Chieppe Celcino, que identificou indícios de autoria e materialidade.
Como começou a investigação
O caso começou após denúncia feita por uma servidora pública responsável pelo Cadastro Único e pela gestão de programas sociais em São Domingos do Norte. A servidora relatou que a vereadora teria exercido pressão para viabilizar um cadastro considerado irregular em programa social federal.
De acordo com o inquérito, a parlamentar teria insistido na inclusão de dados de uma pessoa que não atendia aos critérios exigidos. Com isso, a investigação aponta tentativa de obtenção de vantagem indevida por meio de benefício social.
Possível fraude com recursos federais
O relatório destaca que os recursos de programas como o Bolsa Família são oriundos da União. Por isso, qualquer tentativa de manipulação indevida pode configurar fraude contra verbas federais, o que pode levar o caso à Justiça Federal.
Além disso, a Polícia Civil aponta possível uso do cargo público para pressionar a servidora a praticar ato ilegal. Segundo a autoridade policial, a conduta pode caracterizar abuso de autoridade e constrangimento ilegal, já que envolveria influência política para descumprir a lei.
Histórico e repercussão
O inquérito também menciona registros anteriores envolvendo a vereadora, com relatos de conflitos com servidores e órgãos públicos. Para a polícia, esses episódios podem indicar um padrão de comportamento.
O caso ganhou repercussão recente após declarações públicas da parlamentar sobre a suposta falta de medicamentos na rede municipal de saúde.
Próximos passos
Com a conclusão do inquérito, o caso foi encaminhado ao Ministério Público. O órgão vai analisar se apresenta denúncia à Justiça.
Enquanto isso, a Câmara Municipal de São Domingos do Norte pode abrir procedimento interno para apurar possível quebra de decoro parlamentar.
Caso a Justiça aceite a denúncia, a vereadora poderá responder a processo criminal. No âmbito político, eventuais sanções dependem da análise dos vereadores.
A defesa da parlamentar não se manifestou até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto para posicionamento.










