ENTREVISTA: Vice- prefeito Júnior Corrêa, da religião à política

Vice-prefeito destaca pressão por resultados, reconhece entraves na transição e aponta a educação como principal desafio da gestão em Cachoeiro

Vice Prefeito Junior Correa

O vice-prefeito de Cachoeiro de Itapemirim, Júnior Corrêa, de 29 anos, afirma que a transição governamental ao lado do prefeito Theodorico Ferraço (PP) enfrenta dificuldades. Além disso, a pressão popular por respostas rápidas intensifica ainda mais os desafios da gestão. Mesmo assim, o gestor garante que, até o final do ano, a situação crítica deve ser contornada.

Ao longo da atual administração, Júnior já assumiu a Prefeitura em quatro ocasiões, somando cerca de 100 dias à frente do Executivo. Com isso, ele acumulou experiência em diferentes áreas da gestão. No entanto, a Educação, pasta sob sua responsabilidade, exige atenção especial devido à sua complexidade. Por esse motivo, ele defende ações voltadas à fixação de profissionais no município. Dessa forma, a gestão busca garantir mais estabilidade e qualidade no serviço público.

Educação e os desafios

Na área educacional, o vice-prefeito identifica problemas estruturais que impactam o funcionamento da rede. Enquanto algumas regiões enfrentam demanda reprimida, outras apresentam excesso de oferta. Diante desse cenário, a gestão pretende ampliar a estrutura física das escolas.

“Precisamos expandir a estrutura das unidades. Além disso, enfrentamos limitações de recursos próprios”, afirma.

Em relação aos profissionais em designação temporária (DTs), o vice-prefeito afirma que houve distorção na percepção pública. De acordo com ele, os pagamentos ocorreram na folha complementar de abril. Mesmo assim, parte da população interpretou a situação como atraso prolongado.

“Os DTs receberam na folha complementar de abril. Porém, parecia que estavam sem pagamento desde o início do ano, o que não era verdade”, esclarece.

Inspiração política

No campo pessoal, Júnior Corrêa revela que a influência da Igreja foi determinante para sua entrada na política. Dessa forma, ele enxerga a atuação pública como uma missão voltada ao bem comum.

“A política é como um sacerdócio. Assim, precisamos entregar políticas públicas que promovam qualidade de vida para a população”, destaca.

Religião

Sobre a vida religiosa, o vice-prefeito prefere não detalhar, neste momento, a decisão de não seguir o sacerdócio. Ainda assim, sinaliza que o tema envolve reflexões pessoais.

“Tenho muito a dizer, mas agora não farei isso”, conclui.

Confira as fotos da entrevista com Júnior Corrêa na Folha do ES