Lei prevê tornozeleira eletrônica para agressores de mulheres

A medida reforça a proteção às vítimas de violência doméstica e amplia o monitoramento de agressores em todo o país.

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- Presidente Lula sancionou três leis de combate a violência contra a mulher. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta quinta-feira (9), três projetos de lei voltados ao combate à violência contra a mulher. Entre as medidas, uma das principais prevê o monitoramento eletrônico de agressores em casos de violência doméstica, ampliando os mecanismos de proteção às vítimas.

Além disso, outro projeto tipifica como crime o chamado vicaricídio assassinato de filhos ou familiares com o objetivo de atingir emocionalmente a mulher. A terceira proposta institui o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra Mulheres Indígenas, com foco na conscientização e no enfrentamento desse tipo de crime em comunidades tradicionais.

Durante a cerimônia de assinatura, no Palácio do Planalto, Lula destacou a importância de manter a legislação atualizada diante das diferentes formas de violência. Segundo ele, as leis são fundamentais, mas ainda atuam mais sobre as consequências do que sobre as causas do problema.

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O presidente também defendeu que o enfrentamento da violência deve incluir ações na área da educação, principalmente entre os jovens. De acordo com Lula, a formação comportamental desde cedo pode contribuir para reduzir episódios de agressão no futuro.

Ainda durante o discurso, ele chamou atenção para o papel das redes sociais. Para o presidente, a circulação de conteúdos inadequados e a falta de regulação das plataformas digitais podem contribuir para o aumento da violência e o desrespeito às regras.

Lula afirmou que o desafio é amplo e envolve não apenas o poder público, mas também a sociedade. Nesse sentido, reforçou a necessidade de medidas preventivas, além das ações punitivas já previstas na legislação.