
Após uma manhã movimentada — e marcada pela sanha política da ex-senadora Rose de Freitas em buscar respaldo do MDB nacional para sustentar uma possível pré-candidatura ao Senado — o presidente em exercício do partido no Espírito Santo, Euclério Sampaio, tratou de esfriar o movimento e, ao mesmo tempo, descredibilizar a articulação.
“O MDB capixaba tem diretório próprio e não trabalha com imposição de pré-candidaturas. Antes de qualquer decisão, é preciso passar pelo crivo da Executiva e, depois, pela homologação em convenção. Esse é o rito democrático que respeitamos”, afirmou.
Além disso, Euclério reforçou que o partido já tem um norte político bem definido. “O MDB está inserido em um projeto sólido em torno do nosso futuro governador Ricardo Ferraço. Portanto, todas as ações seguem alinhadas a esse movimento já precificado politicamente”, pontuou.
Críticas diretas e recado sem rodeios
Em tom ainda mais incisivo, o prefeito de Cariacica elevou o nível das críticas ao que classificou como “esperneio político”.
“Estamos reorganizando o MDB como nunca antes. Vamos construir uma chapa majoritária competitiva e proporcionais fortes. Agora, se a ex-senadora pretende ser candidata de si mesma e ainda força uma interferência externa, esse modus operandi carrega resquícios de práticas que o MDB sempre combateu”, disparou.
Em seguida, ele ampliou o recado, deixando claro que o partido vive outro momento no Espírito Santo. “Aqui, o MDB segue uma jornada séria, focada em um estado cada vez mais pujante. Ninguém vai chegar colocando o pé na porta”, afirmou.
Recado político e alinhamento com Ferraço
Euclério também usou sua própria trajetória recente como exemplo de alinhamento partidário. Segundo ele, a decisão de abrir mão da pré-candidatura ao Senado não foi casual, mas estratégica.
“Eu recuei da pré-candidatura ao Senado para permanecer à frente da Prefeitura de Cariacica e, assim, fortalecer o projeto político liderado por Ricardo Ferraço. Nosso objetivo é, com diálogo e apoio popular, mantê-lo no comando do Espírito Santo”, destacou.
Por fim, o dirigente foi direto ao estabelecer limites dentro da legenda. “Não haverá espaço para oportunismo nem projetos pessoais no MDB. Quem insistir nesse caminho, flertando com o autoritarismo, pode caminhar para um final melancólico. Não existe candidatura vitalícia. A Executiva é quem definirá os rumos do partido para 2026”, concluiu.










