
Cachoeiro de Itapemirim, maior cidade fora da Grande Vitória, perdeu espaço político ao longo das últimas décadas. Como resultado, a redução da representatividade impacta diretamente o desenvolvimento socioeconômico do município.
O último senador da República ligado à cidade foi Ricardo Ferraço, até 2019. Antes disso, Camilo Cola ocupou a última cadeira de deputado federal, em 2015. Desde então, Cachoeiro deixou de ter representação direta em Brasília.
Além disso, o cenário estadual também encolheu. Até os anos 1990, o município chegou a eleger quadro deputados estaduais diretos da base. Hoje, esse número caiu para, no máximo, três. Na prática, a cidade já não possui deputados federais eleitos diretamente por sua base eleitoral.
Por outro lado, os votos locais seguem sendo dispersos. A cada eleição, nomes de outros municípios absorvem grande parte da votação cachoeirense. Dos cerca de 100 mil votos válidos, aproximadamente 70% acabam direcionados a candidatos de fora. Dessa forma, o eleitor precisa recalibrar suas escolhas para equilibrar forças e fortalecer a cidade.
Momento de revisão
O cenário de 2026 abre espaço para uma possível virada. O período eleitoral surge como oportunidade concreta para que Cachoeiro recupere protagonismo no sul do Estado.
Nesse contexto, ganha força a possibilidade de Ricardo Ferraço assumir o governo do Espírito Santo, colocando novamente um nome ligado a Cachoeiro no centro do poder estadual. O movimento pode reposicionar politicamente o município após décadas de perda de espaço.
Historicamente, apenas Jerônimo Monteiro, entre 1908 e 1912, comandou o Palácio Anchieta sendo natural de Cachoeiro. Agora, o cenário volta a indicar uma oportunidade real de mudança.
Enquanto isso, especialistas e lideranças apontam a necessidade de ampliar a bancada local. O município precisa eleger ao menos três deputados estaduais e um deputado federal para garantir equilíbrio na distribuição de forças.
Sem essa proporcionalidade, Cachoeiro tende a continuar enfrentando limitações no crescimento econômico e social. Portanto, a escolha de representantes com vínculo direto ou proximidade regional se torna estratégica para impulsionar o desenvolvimento de forma mais equilibrada em todo o Espírito Santo.










