
Os dados das eleições municipais de 2024 acendem um alerta claro para o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, caso avance em um projeto de disputar o Governo do Espírito Santo. Embora tenha sido reeleito, o desempenho proporcional e o alcance eleitoral mostram uma base mais limitada do que a de outros líderes da Grande Vitória. Além disso, os números indicam dificuldade de expansão eleitoral. Por isso, o cenário exige atenção.
Desempenho abaixo dos principais colégios eleitorais
Entre os quatro maiores colégios eleitorais do Estado — Serra, Vila Velha, Cariacica e Vitória —, Pazolini apresentou o pior desempenho proporcional, mesmo diante de um cenário com adversários considerados enfraquecidos. Ainda assim, os dados mostram um limite claro de crescimento.
- Vitória (4º maior colégio)
- 105.599 votos (56,22% dos válidos)
- 266.570 eleitores
- 160.971 eleitores (60,38%) não votaram nele
Esse dado é o mais sensível. Embora tenha vencido, Pazolini não conseguiu converter a maioria do eleitorado total da capital. Ou seja, mais da metade dos eleitores não aderiu à sua reeleição. Com isso, sua densidade eleitoral se reduz para uma disputa estadual. Além disso, esse cenário limita sua competitividade fora da capital.
Comparação direta enfraquece posição
Enquanto isso, outros prefeitos reeleitos ou eleitos apresentaram desempenhos muito mais robustos. Por outro lado, os números reforçam o contraste com Pazolini.
- Arnaldinho (Vila Velha)
- 193.451 votos (79,04%)
- Forte votação nominal no segundo maior colégio eleitoral
- Além disso, consolidou ampla vantagem política
- Euclério Sampaio (Cariacica)
- 168.771 votos (88,41%)
- Maior percentual proporcional
- Mesmo assim, enfrentou limitações na campanha e ainda liderou com folga
- Weverson Meireles (Serra)
- 138.071 votos (60,48%)
- Superou Pazolini proporcionalmente no maior colégio do Estado
- Portanto, mostrou maior capilaridade eleitoral
- Wanderson Bueno (Viana)
- 37.587 votos (92,49%)
- Reeleição praticamente consolidada
- Nesse sentido, teve domínio absoluto do eleitorado
Sinal de alerta para disputa estadual
Além disso, a leitura política é direta: quem pretende disputar o Governo precisa demonstrar força ampla e consolidada, especialmente nos grandes colégios eleitorais. Dessa forma, Pazolini aparece em desvantagem no cenário atual.
Enquanto seus pares ampliaram bases com votações expressivas, o prefeito de Vitória mostra um desempenho mais contido. Consequentemente, isso pode dificultar a construção de uma candidatura competitiva em nível estadual. Ao mesmo tempo, aumenta a necessidade de articulação política.
Desafio: ampliar base e romper teto eleitoral
Para se viabilizar em 2026, Pazolini precisará ampliar sua presença política e eleitoral. Além disso, terá que melhorar sua performance proporcional e construir alianças mais robustas nos grandes colégios. Do mesmo modo, será necessário dialogar com novos segmentos do eleitorado.
Caso contrário, os números de 2024 podem se tornar um limitador eleitoral relevante. Em resumo, o desafio não é vencer apenas em Vitória, mas ganhar densidade em todo o Estado. Por fim, sem essa expansão, o projeto estadual tende a perder força.










