Dia Mundial da Alergia alerta para os riscos da alergia alimentar

Especialista destaca que a prevenção, o diagnóstico precoce e a leitura dos rótulos ajudam a evitar reações graves, como a anafilaxia

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Dia Mundial da Alergia alerta para os riscos da alergia alimentar - Foto: Crédito Magnigic

Celebrado em 8 de julho, o Dia Mundial da Alergia busca conscientizar a população sobre a importância da prevenção, do diagnóstico e do tratamento das doenças alérgicas. Entre elas, a alergia alimentar merece atenção especial por afetar milhões de pessoas em todo o mundo e provocar reações que vão desde sintomas leves até quadros graves, como a anafilaxia, que exige atendimento médico imediato.

Estudos indicam que até 10% da população mundial pode apresentar algum tipo de alergia alimentar. A condição é mais comum na infância, principalmente nos primeiros anos de vida. No entanto, também pode surgir ou persistir na adolescência, na vida adulta e entre os idosos. A doença ocorre quando o sistema imunológico reage de forma exagerada às proteínas presentes em determinados alimentos.

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Entre os principais alimentos associados às reações alérgicas estão leite de vaca, ovo, amendoim, castanhas, trigo, soja, peixes, crustáceos e gergelim.

Casos têm aumentado

Segundo o presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), Durval Ribas Filho, os casos de alergia alimentar vêm crescendo e representam um desafio para a saúde pública.

“A alimentação é a base da nossa saúde. Por isso, pacientes com alergia alimentar representam um grande desafio, inclusive para a saúde pública. No Brasil, os dados ainda são limitados, o que dificulta uma avaliação mais precisa da realidade. No entanto, sabemos que os casos têm aumentado de forma exponencial e envolvem alimentos muito presentes no dia a dia, como leite de vaca, ovo, crustáceos, peixe, soja e trigo”, afirma.

O especialista explica que a predisposição genética é um dos principais fatores de risco. Cerca de 50% a 70% dos pacientes possuem histórico familiar de alergias.

Sintomas exigem atenção

Os sintomas podem surgir logo após a ingestão do alimento ou algumas horas depois. Eles variam conforme cada pessoa e podem atingir diferentes partes do organismo.

Entre os principais sinais estão:

  • Inchaço, coceira e vermelhidão na pele;
  • Vômitos, diarreia, dor ou distensão abdominal;
  • Tosse, espirros e dificuldade para respirar;
  • Nos casos mais graves, fechamento da glote, queda da pressão arterial e até parada cardíaca.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico depende de uma avaliação médica detalhada. Além da análise clínica, o profissional pode solicitar exames de sangue, diário alimentar e testes de exclusão para identificar o alimento responsável pela reação.

Segundo o especialista, o acompanhamento médico é essencial para evitar restrições desnecessárias e garantir um tratamento adequado.

Cuidados evitam reações

A leitura dos rótulos dos alimentos é uma das principais formas de prevenção. Além disso, é importante esclarecer dúvidas antes do consumo e verificar a presença de ingredientes que possam causar alergias.

Mesmo dentro de casa, os cuidados devem continuar. A higienização correta de utensílios, panelas e superfícies reduz o risco de contaminação cruzada. Lavar bem as mãos antes de preparar os alimentos também é uma medida importante.

Ao fazer refeições em restaurantes, lanchonetes ou durante viagens, o ideal é informar previamente sobre a alergia e perguntar quais ingredientes fazem parte dos pratos.

O que fazer em caso de emergência

Pessoas com histórico de alergias graves costumam portar medicamentos prescritos pelo médico para uso em situações de emergência. Mesmo assim, é fundamental procurar atendimento imediato diante de qualquer reação intensa.

A anafilaxia é considerada a complicação mais grave da alergia alimentar. Ela pode provocar dificuldade para respirar, inchaço, queda da pressão arterial e comprometimento de diversos órgãos em poucos minutos.

Atenção redobrada com as crianças

As crianças precisam aprender, desde cedo, quais alimentos devem evitar. Além disso, pais, familiares e responsáveis devem orientar os pequenos a não compartilhar alimentos na escola ou em outros ambientes.

O especialista também destaca a importância de informar professores e funcionários da instituição de ensino sobre a alergia da criança. Dessa forma, todos estarão preparados para agir rapidamente caso ocorra uma emergência.