
Muitas pessoas decidem cortar o leite da alimentação após suspeitas de intolerância à lactose. No entanto, especialistas alertam que a mudança nem sempre resolve o problema e ainda pode provocar efeitos negativos quando acontece sem orientação médica.
Segundo médicos ouvidos pela revista Health, o primeiro passo antes de eliminar leite e derivados da dieta é procurar avaliação profissional. Dessa maneira, especialistas conseguem confirmar a existência de intolerância à lactose e indicar os ajustes alimentares mais adequados para cada organismo.
Além disso, médicos explicam que parar de beber leite, mas continuar consumindo iogurtes, queijos e outros produtos com lactose, pode não aliviar os sintomas digestivos.
Intolerância à lactose provoca desconfortos digestivos
A intolerância à lactose acontece quando o organismo produz pouca lactase, enzima responsável pela digestão da lactose. Sem quantidade suficiente dessa substância, o consumo de laticínios pode provocar gases, inchaço abdominal, dores e diarreia.
Por isso, pessoas com intolerância confirmada costumam apresentar melhora após reduzir ou eliminar alimentos com lactose. Ainda assim, especialistas destacam que nem todos os casos exigem a retirada completa dos derivados do leite.
Além disso, algumas pessoas conseguem tolerar pequenas quantidades de lactose sem apresentar sintomas importantes.
Pele pode apresentar melhora em alguns casos
Segundo estudos citados por especialistas, pessoas que consomem muitos laticínios apresentam maior probabilidade de desenvolver acne.
Isso acontece porque leite e derivados possuem hormônios e substâncias que podem estimular inflamações e aumentar a produção de oleosidade da pele.
Consequentemente, algumas pessoas percebem melhora nas crises de acne após diminuir o consumo de leite e derivados.
Cálcio e vitamina D exigem atenção
Por outro lado, especialistas alertam que cortar laticínios sem substituições adequadas pode reduzir o consumo de cálcio e vitamina D.
Esses nutrientes desempenham papel importante na saúde dos ossos, dentes, sistema nervoso e imunidade. Além disso, ajudam na absorção adequada de cálcio pelo organismo.
Dessa forma, médicos recomendam buscar outras fontes nutricionais para evitar deficiências após mudanças alimentares mais restritivas.
Proteínas também podem diminuir
Alimentos como queijo, iogurte e cottage também funcionam como importantes fontes de proteína. Além disso, ajudam na manutenção da massa muscular e aumentam a sensação de saciedade.
Sem planejamento adequado, a retirada desses alimentos pode dificultar o consumo diário recomendado de proteínas.
Por fim, especialistas reforçam que mudanças alimentares restritivas devem acontecer com acompanhamento profissional. Assim, o organismo continua recebendo todos os nutrientes necessários para funcionar corretamente.











