Uso frequente de cannabis pode aumentar risco de infarto e AVC, apontam estudos

Estudos recentes apontam que o uso frequente de cannabis, principalmente fumada, pode aumentar o risco de infarto, AVC e outros problemas cardiovasculares. Especialistas alertam que sintomas como dor no peito, falta de ar e palpitações não devem ser ignorados.

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- Foto: Divulgação Tua Saúde

A cannabis costuma ser associada a efeitos ligados ao humor, sono e percepção. No entanto, pesquisas recentes indicam que o uso frequente da substância também pode afetar o coração, principalmente quando ocorre por meio do fumo.

Estudos científicos relacionam o consumo frequente da cannabis ao aumento do risco de eventos cardiovasculares, inclusive entre adultos jovens.

THC pode alterar funcionamento cardiovascular

O THC, principal substância psicoativa da cannabis, pode provocar alterações na frequência cardíaca, na pressão arterial e na resposta dos vasos sanguíneos.

Além disso, quando a pessoa fuma cannabis, ela também se expõe a toxinas presentes na fumaça, semelhantes às encontradas no cigarro tradicional.

Segundo dados do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (NIH), um estudo observacional com cerca de 435 mil adultos identificou associação entre o uso frequente de cannabis e maior risco de infarto e AVC.

Os pesquisadores observaram ainda que usuários diários apresentaram risco mais elevado.

Sintomas cardíacos exigem atenção

Especialistas alertam que sintomas cardiovasculares relacionados ao uso da cannabis podem ser confundidos com ansiedade ou crises de pânico, principalmente em pessoas jovens.

Mesmo assim, alguns sinais exigem avaliação médica imediata, especialmente quando surgem de forma intensa ou repetitiva.

Entre os principais sintomas estão:

  • Dor ou aperto no peito;
  • Palpitações ou batimentos acelerados;
  • Falta de ar;
  • Tontura ou desmaio;
  • Fraqueza em um lado do corpo;
  • Dificuldade para falar.

Além disso, dores no peito após fumar, vaporizar ou consumir doses elevadas merecem atenção.

Pesquisa aponta associação, mas não prova causa direta

O estudo publicado no Journal of the American Heart Association ganhou destaque por avaliar uma amostra ampla e considerar fatores como tabagismo, obesidade, diabetes, idade, sexo e prática de atividade física.

Mesmo assim, os pesquisadores reforçam que os resultados mostram associação estatística e não comprovam, de forma definitiva, relação direta de causa e efeito.

Ainda assim, o levantamento concluiu que o uso de cannabis esteve associado a piores desfechos cardiovasculares, principalmente entre usuários frequentes.

Pessoas com doenças cardíacas devem ter mais cautela

Especialistas recomendam atenção redobrada para pessoas que possuem fatores de risco cardiovascular ou histórico familiar importante.

Entre os grupos que precisam de maior cautela estão:

  • Pessoas com pressão alta;
  • Pacientes com colesterol elevado ou diabetes;
  • Quem possui arritmias ou doenças cardíacas;
  • Pessoas que já sofreram infarto, AVC ou trombose;
  • Usuários que combinam cannabis com álcool, tabaco ou estimulantes.

Além disso, produtos com alta concentração de THC ou doses difíceis de controlar também aumentam os riscos.

Médicos recomendam informar uso da substância

Especialistas orientam que pacientes informem o uso de cannabis durante consultas médicas e atendimentos de emergência.

Segundo os profissionais, essa informação ajuda na avaliação de sintomas, possíveis interações medicamentosas e riscos cardiovasculares.

O conteúdo possui caráter informativo e não substitui avaliação médica especializada.

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