
Ex-soldado Lucas Torrezani responde pela morte do músico Guilherme Rocha, ocorrida após discussão por som alto em condomínio de Jardim Camburi
O ex-soldado da Polícia Militar, Lucas Torrezani de Oliveira, acusado de matar o músico Guilherme Rocha, vai a júri popular na próxima quarta-feira (27), na Comarca de Vitória. A defesa confirmou a informação nesta segunda-feira (19).
O crime aconteceu na madrugada de 17 de abril de 2023, em um condomínio no bairro Jardim Camburi, em Vitória. Segundo a investigação, a confusão começou após uma discussão motivada por som alto no local.
Defesa alega legítima defesa
Em nota enviada à imprensa, a defesa do ex-militar afirmou que a motivação atribuída ao acusado “não corresponde à integralidade dos fatos apurados ao longo da instrução criminal”. Além disso, os advogados sustentam que Lucas Torrezani agiu em legítima defesa.
Ainda de acordo com a defesa, o ex-policial possui “conduta exemplar”, sem antecedentes criminais ou histórico de envolvimento com a criminalidade.
Os advogados também afirmaram que todas as circunstâncias do caso serão debatidas durante o julgamento no Tribunal do Júri.
“Será demonstrado, de forma técnica e responsável, que o Sr. Lucas agiu em contexto de legítima defesa”, destacou a defesa.
Família de Guilherme organiza ato por justiça
Enquanto isso, familiares e amigos de Guilherme Rocha marcaram uma manifestação por justiça para esta terça-feira (19), às 19h30, na praça pública de Jardim Camburi.
Durante o ato, músicos e participantes vão prestar homenagens à vítima. Nas redes sociais, a família convocou a população com a mensagem: “Vamos fazer barulho por justiça. Sua música continua e sua voz também”.
Crime aconteceu após reclamação de som alto
Segundo o processo judicial, Guilherme Rocha reclamou do barulho provocado por uma confraternização no hall do prédio onde morava.
Inicialmente, o músico tentou conversar com os envolvidos para encerrar a festa. Depois, por volta das 2h, voltou a pedir silêncio porque a família não conseguia dormir. No entanto, o pedido não foi atendido.
Já às 3h, Guilherme saiu novamente do apartamento e pediu que as pessoas deixassem o local. Nesse momento, conforme o processo, Lucas Torrezani sacou a arma e intimidou o músico.
“Eu sou PM, o que você vai fazer?”, teria dito o acusado, segundo os autos.
O documento ainda relata que o então policial apontou a arma para o tórax da vítima e atingiu o rosto de Guilherme com o cano da pistola antes do disparo.
Câmeras registraram o momento do disparo
Câmeras de segurança do condomínio registraram toda a discussão. As imagens mostram Guilherme entrando no hall do prédio enquanto Lucas e um amigo participavam da confraternização.
Logo depois, os dois começam a discutir e trocam empurrões. Em seguida, o ex-PM saca a arma e atira contra o músico.
Após o disparo, Guilherme cai no local. O vídeo ainda mostra o acusado segurando uma bebida alcoólica momentos depois do crime.











