Juiz aposentado é condenado a 24 anos por mandar matar juiz Alexandre Martins em 2003 no ES

Tribunal do Júri reconhece participação do réu no assassinato do magistrado, crime que marcou o Judiciário capixaba.

- Imagem ilustrativa criada por IA

O Tribunal do Júri condenou, por unanimidade, um juiz aposentado pela participação no assassinato do magistrado Alexandre Martins, crime ocorrido em março de 2003, no município de Vila Velha, na Grande Vitória. A decisão foi tomada após mais de duas décadas de investigações e etapas processuais.

De acordo com o Ministério Público, o réu teve envolvimento na articulação do homicídio, considerado um dos casos de maior repercussão no sistema de Justiça do Espírito Santo. Ao final do julgamento, os jurados fixaram pena superior a 24 anos de prisão.

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Alexandre Martins atuava como juiz na área criminal e foi morto a tiros no momento em que chegava ao fórum onde trabalhava. Na época, o assassinato causou forte comoção entre operadores do Direito, autoridades e a sociedade capixaba.

Logo após o crime, forças de segurança iniciaram uma investigação ampla, que buscou identificar executores, mandantes e eventuais articuladores. Assim, o caso passou a tramitar em diferentes instâncias ao longo dos anos.

Durante a sessão do júri, acusação e defesa apresentaram argumentos sobre a participação do juiz aposentado no planejamento do crime. Promotores destacaram elementos reunidos ao longo da investigação, enquanto os advogados do réu sustentaram a tese de inocência.

Apesar das divergências, o Conselho de Sentença entendeu que havia provas suficientes para a condenação, decisão tomada de forma unânime. Com isso, a Justiça determinou a aplicação da pena conforme estabelecido na sentença.

Após o resultado, a defesa informou que poderá utilizar os instrumentos legais cabíveis para questionar a condenação. Dessa forma, o processo ainda pode passar por novas análises em instâncias superiores.

Mesmo assim, o julgamento representa um avanço na responsabilização penal relacionada ao caso, que permaneceu em evidência por muitos anos no Espírito Santo.

Especialistas avaliam que o desfecho judicial reacende discussões sobre segurança de magistrados e combate à criminalidade organizada. Além disso, o episódio evidencia a importância da continuidade das investigações e do funcionamento do sistema de Justiça.

Assim, a condenação simboliza um marco no enfrentamento de crimes de grande impacto e na busca por respostas à sociedade.