
A Justiça do Distrito Federal deu prazo de 15 dias para o Nubank se manifestar na ação civil pública que questiona os juros cobrados no crédito rotativo e no parcelamento de faturas do cartão de crédito. A decisão é da juíza Mara Silda Nunes, da 7ª Vara da Fazenda Pública do Distrito Federal. O Governo do Distrito Federal (GDF) ajuizou a ação e pede a revisão das cobranças consideradas abusivas.
Na decisão, a magistrada afirmou que precisa de mais esclarecimentos antes de analisar o pedido de liminar apresentado pelo GDF. Segundo a Procuradoria-Geral do Distrito Federal (PGDF), o Nubank adota uma política de juros excessivamente elevada, o que pode levar consumidores ao superendividamento. Por isso, o governo solicita que a Justiça suspenda os juros que ultrapassem 100% do valor da dívida original. Além disso, pede a revisão dos saldos devedores e do cálculo dos encargos aplicados aos clientes.
Antes de decidir sobre o pedido de urgência, a juíza determinou que o banco apresente sua defesa. O Nubank terá 15 dias para responder aos questionamentos feitos na ação. Procurada pela imprensa, a instituição financeira ainda não havia se pronunciado até a publicação desta reportagem.










