
A rotina acelerada, a cobrança por produtividade e a necessidade de estar disponível a todo momento têm levado cada vez mais pessoas ao esgotamento físico e emocional. Especialista alerta que, quando o cansaço persiste mesmo após períodos de descanso, o quadro pode indicar a Síndrome de Burnout.
Segundo a médica Dra. Maria Eduarda de Paula Ferreira, pós-graduada em Psiquiatria, o burnout surge como consequência do estresse crônico relacionado ao ambiente de trabalho e não deve ser confundido com o cansaço comum do dia a dia.
Sinais merecem atenção
Entre os principais sintomas estão exaustão constante, perda de motivação, dificuldade de concentração, irritabilidade, alterações do sono, ansiedade e sensação de incompetência. Além disso, a síndrome pode provocar sintomas físicos, como dores de cabeça, palpitações e alterações no apetite.
Embora profissionais submetidos a elevados níveis de pressão, como médicos, professores, policiais, bombeiros e empresários, estejam entre os grupos mais vulneráveis, qualquer pessoa pode desenvolver a síndrome.
Diagnóstico e tratamento
De acordo com a especialista, o diagnóstico adequado é fundamental para diferenciar o burnout de outras condições, como ansiedade e depressão. O tratamento pode incluir psicoterapia, mudanças na rotina e, quando necessário, o uso de medicação.
A médica destaca ainda que buscar ajuda profissional não representa sinal de fraqueza, mas sim um importante ato de cuidado com a própria saúde.
Saúde mental deve ser prioridade
O reconhecimento precoce dos sinais aumenta significativamente as chances de recuperação e melhora da qualidade de vida. Por isso, especialistas reforçam a importância de dar à saúde mental a mesma atenção dedicada às demais áreas da saúde.
Sobre a especialista
Dra. Maria Eduarda de Paula Ferreira é pós-graduada em Psiquiatria e atua no acompanhamento e tratamento de transtornos mentais e emocionais. CRM-ES: 22.250










