
Um gesto de solidariedade em meio ao luto deu uma nova esperança a pacientes que aguardam por um transplante. Nesta quinta-feira (25), a Santa Casa de Misericórdia de Cachoeiro de Itapemirim realizou uma captação múltipla de órgãos. O procedimento poderá beneficiar pessoas cadastradas na fila nacional de transplantes.
Na ação, a equipe captou o coração, o fígado e as córneas de um doador. Em seguida, os órgãos e tecidos seguiram para receptores em diferentes regiões do país, conforme os critérios estabelecidos pelo Sistema Nacional de Transplantes.
Família autorizou a doação
A captação só aconteceu porque os familiares autorizaram a doação. Por isso, especialistas reforçam a importância de conversar sobre esse desejo ainda em vida.
Segundo a enfermeira da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT) da Santa Casa, Beatriz Colodetti, a decisão final sempre cabe à família.
“É a família que vai autorizar a doação. Por isso, é importante deixá-la avisada”, destacou.
Como funciona a doação
A captação de órgãos ocorre somente após a confirmação da morte encefálica. Nesse caso, médicos seguem protocolos rigorosos definidos pela legislação brasileira. Além disso, profissionais especializados realizam exames clínicos e complementares para confirmar o diagnóstico.
No Brasil, não existe um cadastro oficial para quem deseja ser doador. Assim, a autorização dos familiares é obrigatória. Por esse motivo, especialistas orientam que o assunto seja discutido entre parentes.
Transplantes salvam vidas
A doação pode beneficiar pacientes que aguardam transplantes de coração, pulmão, fígado, rins, pâncreas e intestino. Além disso, também permite a doação de tecidos, como córneas, pele, ossos, tendões, válvulas cardíacas e medula óssea.
Após a captação, a Central de Transplantes distribui os órgãos conforme critérios técnicos. Dessa forma, leva em conta a compatibilidade entre doador e receptor, além da gravidade clínica de cada paciente.
Segundo o Ministério da Saúde, mais de 70 mil pessoas aguardam por um transplante no Brasil. Por isso, a conscientização sobre a doação de órgãos continua sendo essencial para salvar vidas.











