Ferida que não cicatriza após arranhão de gato pode indicar esporotricose

Feridas que não cicatrizam após arranhões de gatos podem ser sinal de esporotricose, doença causada por fungos. Especialistas orientam procurar atendimento médico e veterinário diante de sintomas persistentes.

Arte Da Capa Da Mat Ria Do Site 1000 X 750 Px 2026 06 25t192650 710
- Foto: Divulgação tua saúde

Um arranhão de gato que se transforma em uma ferida persistente pode ser sinal de esporotricose, doença causada por fungos do gênero Sporothrix. A infecção atinge principalmente a pele e pode ser transmitida por arranhões, mordidas ou contato com secreções de gatos infectados. Especialistas alertam que lesões que não cicatrizam, aumentam de tamanho ou apresentam secreção precisam de avaliação médica.

Os primeiros sintomas costumam surgir como pequenos caroços semelhantes a picadas ou machucados comuns. Com o passar do tempo, a lesão pode crescer, formar crostas, liberar pus e provocar o aparecimento de nódulos doloridos ao longo dos braços ou pernas. Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), gatos infectados podem transmitir o fungo para pessoas e outros animais por meio de arranhões, mordidas, espirros ou contato direto com secreções.

Acompanhe as principais notícias do ES — receba grátis onde preferir!

Estudos publicados na revista científica Journal of Fungi apontam que a transmissão por gatos tem papel importante no aumento dos casos de esporotricose no Brasil. Por isso, especialistas orientam que tutores procurem atendimento veterinário ao identificar feridas persistentes nos animais. Já pessoas que apresentarem lesões após contato com gatos doentes devem buscar atendimento médico. O tratamento geralmente inclui o uso de medicamentos antifúngicos e pode durar várias semanas ou meses, sempre com acompanhamento profissional.