Vizinhos são denunciados por assassinar e esconder corpo de corretora em SC

Investigação do Ministério Público aponta que os suspeitos participaram da morte da corretora, ocultaram o corpo e contaram com apoio de um adolescente durante o crime

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- Foto: Reprodução

O Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC) denunciou três pessoas acusadas de participar do roubo e da morte da corretora Luciani Aparecida Estivalet Freitas, em Florianópolis.

Entre os denunciados estão um homem e duas mulheres, moradores do mesmo condomínio da vítima. Segundo o MP-SC, o grupo respondeu por roubo qualificado com resultado de morte, ocultação de cadáver e corrupção de menor.

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De acordo com a investigação, os suspeitos agiram de forma conjunta e dividiram tarefas durante o crime.

MP aponta uso de sedativos antes da morte

Segundo a denúncia, uma das mulheres preparou e entregou substâncias sedativas para diminuir as chances de reação da corretora.

Além disso, a empresária denunciada, que possuía acesso ao imóvel da vítima, teria provocado as lesões que causaram a morte de Luciani.

Logo depois do homicídio, os suspeitos levaram bens da corretora e utilizaram informações pessoais da vítima para obter vantagens financeiras.

Entre os itens usados pelo grupo estavam cartões bancários, dados pessoais e o carro da corretora, utilizado em compras após o crime.

Investigação aponta esquartejamento do corpo

O Ministério Público também afirmou que o grupo esquartejou o corpo da vítima e espalhou os restos mortais em diferentes locais.

Segundo as investigações, o homem denunciado teria executado o esquartejamento com apoio logístico das duas mulheres.

Além disso, a polícia identificou a participação de um adolescente no caso.

As autoridades encontraram o tronco da vítima em 9 de março, na cidade de Major Gercino, com sinais de esquartejamento. Dias depois, equipes localizaram as mãos da corretora em um rio da mesma região.

Mensagens levantaram suspeitas da família

A família começou a desconfiar do desaparecimento após mensagens consideradas estranhas enviadas pelo WhatsApp de Luciani.

A irmã da vítima, Mônica Estivalet, percebeu mudanças no comportamento da corretora durante as conversas. Segundo ela, Luciani não costumava cometer erros de português nem evitar chamadas telefônicas.

No entanto, mensagens enviadas após o desaparecimento apresentavam erros incomuns e tom diferente do habitual.

Diante da situação, familiares procuraram a polícia e registraram o desaparecimento.

Suspeitos tentaram fugir para o RS

A investigação conduzida pela Delegacia de Roubos e Antissequestro da DEIC identificou compras feitas com dados da vítima após a morte dela.

Além disso, policiais localizaram um adolescente retirando mercadorias adquiridas com informações pessoais da corretora.

A Polícia Civil também identificou um casal vizinho da vítima e a administradora do residencial como suspeitos de envolvimento no crime.

Segundo a corporação, o homem investigado estava foragido do estado de São Paulo por um latrocínio cometido em 2022.

Os policiais prenderam o casal em Gravataí, no Rio Grande do Sul, enquanto tentavam fugir.

Agora, a Justiça vai analisar a denúncia apresentada pelo Ministério Público. Caso aceite o pedido, os acusados passarão a responder como réus em ação penal.