A Comissão Especial de Inquérito (CEI) que investiga a atuação da BRK Ambiental em Cachoeiro de Itapemirim ouviu, nesta semana, o servidor efetivo Yuri Gagarin Sabino. Durante o depoimento, ele afirmou que sofreu intimidação para assinar um parecer técnico que poderia beneficiar a concessionária responsável pelos serviços de água e tratamento de esgoto no município.
O relato ocorreu após questionamentos do vereador Vitor Azevedo e o vereador Coronel Fabrício , integrantes da comissão. Segundo o servidor, a pressão surgiu durante a elaboração de um parecer técnico ligado à análise de questões envolvendo o contrato da empresa.
Além disso, Yuri afirmou que recebeu insistentes pedidos para assinar o documento. No entanto, ele declarou que tinha dúvidas técnicas sobre o conteúdo apresentado.
VÍDEO FORTE SOBRE AMEAÇAS
Ex-presidente da Agersa é citado
Durante a oitiva, o servidor afirmou que o ex-presidente da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Cachoeiro de Itapemirim (Agersa), Vanderley Teodoro de Souza, fez a intimidação.
Segundo o depoimento, Vanderley assumiu o cargo por nomeação do então prefeito Victor Coelho. Além disso, a indicação ocorreu com aval e articulação do então secretário municipal de Governo, Weidson Ferreira.
De acordo com Yuri Gagarin Sabino, a pressão ocorreu enquanto ele analisava um parecer técnico ligado a decisões administrativas envolvendo a concessionária.
Vereador cobra esclarecimentos
Durante a sessão da CEI, o vereador Vitor Azevedo fez perguntas detalhadas para esclarecer as circunstâncias do caso.
Segundo o parlamentar, a comissão precisa verificar se houve interferência indevida em procedimentos técnicos relacionados ao contrato da BRK.
Além disso, o vereador destacou que a CEI busca identificar se servidores sofreram pressão institucional para validar documentos técnicos.
CEI investiga contrato de concessão
A CEI da BRK investiga pontos do contrato de concessão dos serviços de água e esgoto em Cachoeiro de Itapemirim.
Além disso, a comissão analisa denúncias sobre fiscalização do contrato, elaboração de pareceres técnicos e atuação de agentes públicos ligados à regulação dos serviços.
Por fim, os vereadores devem ouvir novas testemunhas e analisar documentos nos próximos dias. A comissão espera, assim, esclarecer os fatos apresentados durante os depoimentos.
Vídeo onde o procurador do Município da época foi citado como suspeito:
