
A melatonina ganhou espaço nas farmácias nos últimos anos. Disponível em comprimidos, gotas e até balas de goma, ela se tornou uma opção comum para quem busca dormir melhor. No entanto, o uso sem orientação médica pode trazer riscos à saúde.
Além disso, um estudo apresentado em novembro de 2025, nos Estados Unidos, acendeu um alerta. A pesquisa analisou mais de 130 mil prontuários e apontou uma possível associação entre o uso prolongado da substância e doenças cardiovasculares.
Estudo aponta riscos associados
Segundo os dados, pessoas que utilizaram melatonina por pelo menos um ano apresentaram maior risco de desenvolver insuficiência cardíaca. Além disso, esses usuários tiveram mais chances de hospitalização e maior probabilidade de morte por diversas causas.
Por outro lado, os pesquisadores destacam que os resultados ainda são preliminares. Ou seja, ainda não é possível afirmar que a melatonina causa diretamente esses problemas. Mesmo assim, especialistas recomendam atenção.
Substância vai além de suplemento
Apesar de ser vendida como suplemento alimentar, a melatonina é, na verdade, um hormônio. Ela é produzida naturalmente pelo corpo e regula o ciclo do sono.
Além disso, a substância atua em diversas funções do organismo. Entre elas, estão o controle da temperatura corporal, da pressão arterial e do ritmo biológico.
Uso indiscriminado preocupa especialistas
Muitos usuários utilizam melatonina por conta própria. Em alguns casos, aumentam a dose sem orientação médica. Esse comportamento preocupa especialistas.
Segundo médicos, o excesso pode causar efeitos imediatos, como sonolência durante o dia, tontura e desorientação. Além disso, os impactos a longo prazo ainda não são totalmente conhecidos.
Nem todos precisam da substância
A melatonina não é indicada para qualquer pessoa. Em geral, médicos recomendam o uso apenas em casos específicos, como distúrbios do ritmo do sono.
Além disso, o tratamento exige acompanhamento. O ideal é avaliar a quantidade do hormônio no organismo antes de iniciar o uso.
Alternativas para melhorar o sono
Por outro lado, mudanças simples podem melhorar a qualidade do sono. A chamada higiene do sono inclui hábitos como evitar telas à noite, manter horários regulares e praticar atividades físicas.
Além disso, técnicas de relaxamento ajudam a reduzir o estresse. Em casos persistentes, especialistas recomendam procurar um médico para avaliação.










