
Uma nova geração de medicamentos transforma o tratamento da enxaqueca, condição neurológica que afeta mais de 1 bilhão de pessoas no mundo. Com isso, pacientes passam a contar com terapias mais eficazes. Além disso, os avanços ampliam as opções disponíveis e melhoram o controle das crises.
Como funcionam os novos medicamentos
Popularmente chamados de “vacina”, os principais medicamentos incluem erenumabe (Aimovig), galcanezumabe (Emgality) e fremanezumabe (Ajovy). Eles pertencem à classe dos anticorpos monoclonais anti-CGRP.
Esses fármacos são aplicados por injeção mensal. Dessa forma, bloqueiam o CGRP, proteína diretamente ligada ao mecanismo da dor da enxaqueca. Assim, o tratamento atua na origem do problema. Como resultado, reduz tanto a intensidade quanto a frequência das crises.
Resultados apontam redução significativa das crises
Estudos clínicos com milhares de pacientes confirmam a eficácia dessas terapias. Em muitos casos, os medicamentos reduzem de forma relevante o número de dias com enxaqueca ao longo do mês.
Além disso, parte dos pacientes apresenta melhora de 50% ou mais nas crises. Ou seja, os resultados mostram um avanço expressivo no tratamento da doença. Por isso, especialistas consideram essas terapias um marco na neurologia.
Efeito contínuo ao longo do tratamento
Pesquisas de fase 3, com centenas de participantes, reforçam os benefícios do uso contínuo. Ao longo dos meses, os pacientes registram redução progressiva na frequência das crises.
Nesse sentido, a adesão ao tratamento se torna essencial. Portanto, manter o uso regular aumenta as chances de controle da enxaqueca e melhora a qualidade de vida.










