
A cafeicultura continua como a principal atividade agrícola do Espírito Santo. Além disso, o Estado ocupa a posição de segundo maior produtor de café do Brasil. Com forte produção de café arábica e conilon, os produtores capixabas respondem por mais de 30% da produção nacional. Segundo o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), a atividade representa 37% do Produto Interno Bruto (PIB) agrícola do Estado.
Além da geração de renda no campo, a cafeicultura movimenta diversos setores da economia. Entre eles estão a indústria, a logística, o comércio exterior e a prestação de serviços. De acordo com o economista e auditor de finanças do Estado, Carlos Eduardo Cardoso, a atividade produz um efeito multiplicador na economia capixaba. Dessa forma, ela beneficia segmentos ligados aos insumos agrícolas, ao crédito rural, ao transporte, à armazenagem e à industrialização. Já o pesquisador do Incaper, César Abel Krohling, destaca o papel social da cultura cafeeira. Segundo ele, a atividade contribui para a permanência das famílias no meio rural e incentiva jovens a permanecerem no campo.
O protagonismo capixaba também aparece no mercado internacional. Em 2025, o México liderou a lista dos principais destinos do café produzido no Estado. Em seguida surgem Bélgica, Turquia, Estados Unidos, Colômbia, Espanha e Itália. Outro segmento que cresce é o café solúvel. Conforme dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), o Espírito Santo exportou 424,7 mil sacas de 60 quilos do produto em 2025. Para 2026, a expectativa permanece positiva. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma colheita de aproximadamente 4,4 milhões de sacas de café arábica no Estado. Assim, o Espírito Santo poderá registrar uma das maiores produtividades dos últimos anos.










