
A gordura no fígado, conhecida como MASLD, não afeta apenas o sistema digestivo. Estudos mostram que o excesso de gordura no órgão favorece a inflamação do organismo. Além disso, aumenta a resistência à insulina. Esse conjunto de fatores eleva o risco de doenças cardiovasculares e demência. A condição costuma estar ligada à obesidade, ao diabetes tipo 2, ao colesterol alto e ao sedentarismo.
Pesquisas também apontam que a inflamação provocada pela esteatose prejudica os vasos sanguíneos. Como resultado, cresce o risco de infarto, AVC e declínio cognitivo. Um estudo que acompanhou mais de 400 mil pessoas durante 13 anos encontrou maior incidência de demência entre pacientes com doença hepática gordurosa associada a alterações metabólicas.
Especialistas recomendam controlar o peso, praticar atividade física e reduzir o consumo de açúcar e alimentos ultraprocessados. Além disso, é importante manter a pressão arterial, o colesterol e o diabetes sob controle. O acompanhamento médico ajuda a identificar a doença precocemente e reduz o risco de complicações no fígado, no coração e no cérebro.











