Jovem com leucemia morre à espera de remédio já incorporado ao SUS

Larissa Amorim morreu 59 dias após conseguir na Justiça o direito a um medicamento contra leucemia. A Abrale cobra investigação sobre falhas no acesso ao tratamento pelo SUS.

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- Foto: Divulgação Metrópoles

Larissa Amorim, de 29 anos, morreu 59 dias após conseguir uma decisão judicial que obrigava a União a fornecer um medicamento contra a leucemia. Mãe de dois filhos, ela não recebeu o tratamento a tempo e morreu em maio após complicações da doença. Por isso, a Associação Brasileira de Câncer do Sangue (Abrale) acionou o Ministério Público Federal (MPF). Além disso, a entidade pediu a investigação de falhas no acesso a medicamentos oncológicos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Larissa recebeu o diagnóstico de leucemia ainda na infância. Depois, em 2025, a doença evoluiu e os médicos indicaram imunoterapia, já que dois ciclos de quimioterapia não conseguiram controlar o câncer. A equipe médica prescreveu os medicamentos blinatumomabe e ponatinibe. Em março, a Justiça determinou o fornecimento imediato do tratamento. No entanto, o remédio não chegou. Enquanto isso, Larissa continuou a quimioterapia. Infelizmente, ela contraiu uma infecção e morreu.

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Segundo o Ministério da Saúde, a pasta adotou medidas para cumprir a decisão judicial. No entanto, o medicamento não estava disponível imediatamente. Além disso, o ministério afirmou que o blinatumomabe atende apenas indicações específicas no SUS. Já a Abrale atribui o problema aos atrasos na atualização dos protocolos, na compra dos medicamentos e na distribuição. Assim, a entidade defende mudanças para garantir que pacientes recebam rapidamente tratamentos já aprovados pelo sistema público de saúde.