
Comunidades pesqueiras pedem pesquisas para investigar possíveis impactos da lama de Mariana na saúde dos moradores.
A morte do pescador e líder comunitário João Carlos Lambisgoia reacendeu a cobrança por estudos epidemiológicos nas comunidades atingidas pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG). Desde 2015, pescadores relatam aumento de casos de câncer e de outras doenças. No entanto, ainda não existe um levantamento amplo que confirme ou descarte a relação entre os problemas de saúde e a exposição aos rejeitos.
Além disso, pescadores e representantes do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) afirmam que a falta de pesquisas dificulta a adoção de medidas de saúde pública. Eles também pedem exames específicos para moradores das áreas atingidas. Da mesma forma, cobram monitoramento permanente da água, dos peixes e dos camarões consumidos pelas comunidades. Segundo lideranças, pesquisadores já identificaram metais pesados em espécies aquáticas da região.
Enquanto isso, o Programa Especial de Saúde do Rio Doce (PES Rio Doce) prevê investimentos de R$ 700 milhões para fortalecer o atendimento nos municípios capixabas afetados pelo desastre. Ainda assim, pescadores afirmam que o programa precisa ampliar o acompanhamento da população exposta. Por isso, eles defendem estudos científicos contínuos e maior participação das comunidades nas decisões sobre a reparação. Segundo as lideranças, somente pesquisas abrangentes poderão esclarecer os impactos do desastre sobre a saúde humana.











