
A Prefeitura de Iconha confirmou a primeira morte por febre maculosa registrada na história do município. A vítima foi a cabeleireira e manicure Alana Grassi, de 28 anos, que morreu no dia 10 de julho após permanecer internada por três dias. Além disso, a Secretaria Municipal de Saúde investiga onde a jovem pode ter contraído a doença. Segundo a prefeitura, Alana frequentava áreas de pesca com presença de capivaras. No entanto, o local exato da infecção ainda não foi identificado.
Como medida preventiva, a prefeitura fará a coleta de carrapatos nas áreas investigadas. Além disso, orienta a população a evitar locais com vegetação alta e margens de rios. Caso seja necessário frequentar esses ambientes, a recomendação é usar roupas compridas e adotar cuidados para evitar o contato com carrapatos. De acordo com familiares, Alana apresentou febre alta, dores no corpo e manchas na pele antes de morrer. Além disso, ela tinha comorbidades cardíacas e renais. A jovem completaria 29 anos no próximo dia 23 e deixa duas filhas, de 6 e 14 anos.
Enquanto isso, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) reforça que a febre maculosa é uma doença grave causada por bactérias do gênero Rickettsia e transmitida pelo carrapato-estrela. Por isso, o diagnóstico e o tratamento precoces são fundamentais para reduzir o risco de morte. Segundo a Sesa, o Espírito Santo confirmou 15 casos e nove mortes pela doença em 2026, até esta sexta-feira (17). Ao todo, os óbitos ocorreram em Baixo Guandu (2), Boa Esperança (1), Mimoso do Sul (1), Cachoeiro de Itapemirim (1), Água Doce do Norte (1), Castelo (1), Colatina (1) e, agora, Iconha (1).











