
O aumento dos divórcios entre pessoas acima de 50 anos, chamado de “divórcio cinza”, leva à procura recorde por Contratos de Namoro nos Cartórios de Notas do Brasil. Em 2025, os cartórios registraram 241 atos, o maior número da história, representando crescimento de 827% desde 2016. Apenas nos últimos três anos, o crescimento chegou a 159%. O Espírito Santo registrou 45 contratos no período, ocupando o quinto lugar nacional.

Como funciona o documento
O casal declara formalmente que mantém uma relação afetiva, mas não pretende constituir união estável. O Contrato de Namoro protege patrimônio, organiza relações patrimoniais e evita conflitos envolvendo filhos e herdeiros de uniões anteriores. Ele serve como prova da intenção das partes, garantindo segurança jurídica em casos de herança e planejamento sucessório.
Expansão e acessibilidade
Pessoas maduras que iniciam novos relacionamentos buscam o documento para proteger seus bens. Fabiana Aurich, vice-presidente do Sinoreg-ES, afirma que o contrato ajuda o casal a alinhar expectativas e evita interpretações equivocadas sobre patrimônio. Os cartórios oferecem o ato presencialmente, mas o e-Notariado permite realizar todo o procedimento online, com videoconferência e assinatura digital válida em todo o país.
Trajetória e visibilidade
O número de contratos aumentou de 26 em 2016 para 241 em 2025. O tema ganhou destaque após casos de personalidades públicas, mas especialistas afirmam que a força real vem das mudanças demográficas e familiares. O Contrato de Namoro permite iniciar relacionamentos com segurança, protegendo patrimônio e familiares.











