
O câncer de bexiga deve registrar cerca de 13 mil novos casos por ano no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). Durante a campanha Julho Roxo, especialistas reforçam a importância de reconhecer os sintomas e buscar o diagnóstico precoce. Quanto mais cedo a doença é identificada, maiores são as chances de cura e de preservação da bexiga.
Julho Roxo reforça a conscientização
O Julho Roxo chama a atenção para a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de bexiga, um dos tumores mais frequentes no mundo.
A doença se desenvolve nas células que revestem o interior da bexiga, órgão responsável por armazenar a urina. Além disso, ela pode atingir homens e mulheres. No entanto, os casos são mais comuns entre os homens.
Segundo especialistas, o tabagismo continua sendo o principal fator de risco. Além disso, a exposição prolongada a substâncias químicas presentes em alguns ambientes de trabalho também aumenta a probabilidade de desenvolver a doença.
Homens apresentam maior risco
Os homens concentram a maior parte dos casos de câncer de bexiga.
Isso ocorre porque, historicamente, eles apresentam maior exposição ao cigarro e a produtos químicos industriais. Além disso, fatores hormonais e genéticos também influenciam o surgimento da doença.
Outro fator importante envolve o aumento da próstata. Nesses casos, a retenção de urina prolonga o contato da mucosa da bexiga com substâncias potencialmente cancerígenas.
Por outro lado, entre as mulheres, o diagnóstico costuma demorar mais. Muitas vezes, o sangue na urina é confundido com infecção urinária, o que pode atrasar o início do tratamento.
Sangue na urina é o principal sinal
O principal sintoma do câncer de bexiga é a presença de sangue na urina.
Segundo especialistas, esse sinal aparece em cerca de 80% a 90% dos pacientes. Além disso, o sangramento pode surgir sem dor e desaparecer por alguns dias ou semanas antes de voltar.
Outros sintomas também merecem atenção:
- sangue na urina;
- aumento da frequência urinária;
- vontade urgente de urinar;
- ardor ao urinar;
- dificuldade para urinar;
- dor na pelve;
- dor nas costas, principalmente nos casos mais avançados.
Embora esses sintomas também ocorram em infecções urinárias, cálculos renais e aumento benigno da próstata, o câncer costuma provocar manifestações persistentes ou recorrentes.
Diagnóstico precoce faz diferença
O diagnóstico começa com avaliação médica e exames de urina.
Além disso, o especialista pode solicitar exames de imagem e a cistoscopia, procedimento que permite visualizar diretamente o interior da bexiga.
Caso o exame identifique alguma lesão, o médico realiza a retirada do material para análise laboratorial. Dessa forma, é possível confirmar o diagnóstico e definir o tratamento mais adequado.
Tratamento evoluiu nos últimos anos
O tratamento depende do estágio da doença.
Quando o tumor permanece restrito ao revestimento interno da bexiga, os médicos costumam adotar procedimentos minimamente invasivos associados à aplicação de medicamentos diretamente no órgão.
Por outro lado, tumores mais avançados podem exigir cirurgias, imunoterapia e medicamentos direcionados às células cancerosas.
Além disso, os avanços da medicina personalizada e da cirurgia robótica ampliaram as opções terapêuticas e melhoraram os resultados para muitos pacientes.
Informação salva vidas
Segundo o oncologista Dr. Matheus Maciel Baptista, o diagnóstico precoce continua sendo o maior aliado no combate à doença.
Quanto antes o paciente procurar atendimento médico diante de sintomas persistentes, maiores serão as chances de cura e menores as possibilidades de tratamentos agressivos.
Por isso, o Julho Roxo reforça a importância da informação, da prevenção e da atenção aos primeiros sinais do câncer de bexiga.










