TRE-ES condena Instituto Veritá após ação sobre pesquisa eleitoral no ES

Tribunal apontou irregularidades e Ministério Público falou em “indícios de manipulação” no levantamento eleitoral

Verita

O Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo (TRE-ES) condenou, por unanimidade, o Instituto Veritá no julgamento realizado nesta quarta-feira (3), em ação envolvendo a pesquisa eleitoral ES-09049/2026. O levantamento colocava o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, na liderança da disputa pelo Governo do Estado.

Além disso, a decisão ocorre após uma série de questionamentos levantados pelo Ministério Público Eleitoral durante a tramitação do processo. No parecer enviado ao TRE-ES, a Procuradoria Regional Eleitoral afirmou existir “indícios de manipulação” na condução da pesquisa.

Segundo o Ministério Público, “a estrutura da pesquisa foi moldada para privilegiar determinados cenários”. O órgão também sustentou que o instituto “agiu com deliberado desvio de finalidade, afastando-se da neutralidade exigida pela Resolução TSE nº 23.600/2019”.

Parecer aponta falhas graves

De acordo com a Procuradoria Regional Eleitoral, as irregularidades identificadas ultrapassam erros operacionais simples. O parecer destacou que os problemas encontrados “transcendem o mero erro formal” e configuram “vício insanável”.

Além disso, o relator do processo, desembargador eleitoral Américo Bedê Freire Júnior, afirmou que a pesquisa apresentava “deficiências e/ou impropriedades técnicas capazes de comprometer/dificultar a indicação da representatividade em um cenário real”.

Em outro trecho considerado contundente, o Ministério Público declarou que a metodologia utilizada afrontava “os princípios da isonomia e da fidedignidade”.

Pedido de multa máxima

Ao final da manifestação, a Procuradoria Regional Eleitoral pediu a condenação do Instituto Veritá com aplicação de multa no patamar máximo previsto pela legislação eleitoral.

Para o Ministério Público, a gravidade dos “indícios de manipulação” justificaria uma punição mais severa. A decisão unânime do TRE-ES amplia, portanto, a crise de credibilidade enfrentada pelo Instituto Veritá no Espírito Santo.

Além disso, o caso passa a ocupar o centro do debate político no cenário pré-eleitoral capixaba, principalmente diante da repercussão causada pelo levantamento divulgado anteriormente.