Flávio Bolsonaro defende privatização dos Correios após novo prejuízo bilionário

Pré-candidato à Presidência afirmou que estatal é “ineficiente” e voltou a defender privatizações de empresas públicas

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Imagem ilustrada e gerada por IA. -

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, voltou a defender nesta terça-feira (2) a privatização dos Correios. Ele deu a declaração durante entrevista à rádio Itatiaia, em Belo Horizonte (MG).

Segundo o parlamentar, a estatal acumula prejuízos sucessivos e enfrenta dificuldades para investir e ampliar a qualidade dos serviços prestados à população. Além disso, ele afirmou que o modelo atual limita a modernização da empresa.

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“Os Correios têm que ser privatizados, para começar. É uma unanimidade sua ineficiência e a falta de capacidade de investimento. Além disso, temos que partir para a privatização de outras empresas também que continuam ineficientes”, declarou Flávio Bolsonaro.

A declaração ocorreu em meio à repercussão do balanço financeiro divulgado pelos Correios, que registraram prejuízo bilionário no primeiro trimestre de 2026. Com isso, o debate sobre a permanência de empresas públicas sob controle estatal voltou ao centro das discussões políticas e econômicas.

Privatização volta ao centro do debate político

Flávio Bolsonaro afirmou que os Correios geram despesas elevadas e perderam capacidade de expansão. Além disso, ele avaliou que o déficit pode aumentar nos próximos anos caso o governo não promova mudanças estruturais.

Até então, o senador defendia privatizações de maneira mais cautelosa. Na época, ele afirmava que avaliaria quais empresas poderiam passar para a iniciativa privada em um eventual governo.

Agora, porém, os Correios aparecem como prioridade em um possível plano de desestatização defendido pelo parlamentar.

Prejuízo aumenta pressão sobre estatal

Nos últimos meses, os Correios voltaram ao centro das discussões econômicas após divulgarem resultados negativos consecutivos. Dessa forma, o tema passou a dividir opiniões entre parlamentares, sindicatos e representantes do setor empresarial.

Enquanto aliados do PL defendem a privatização como alternativa para reduzir gastos públicos e ampliar investimentos, críticos argumentam que a estatal exerce papel estratégico na integração logística do país, principalmente em regiões mais afastadas.