
UFMT INVESTIGA ESTUDANTES POR LISTA QUE CLASSIFICAVA ALUNAS COMO “ESTUPRÁVEIS”
Caso gerou revolta entre universitários e motivou manifestações no campus
A Universidade Federal de Mato Grosso abriu um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para investigar estudantes suspeitos de criar e divulgar uma lista que classificava alunas do curso de Direito de Cuiabá como “estupráveis”.
Além disso, o caso provocou forte indignação entre os universitários e motivou manifestações organizadas na última segunda-feira (4).
MENSAGENS MISÓGINAS GERARAM REPÚDIO
O Centro Acadêmico VIII de Abril, responsável por representar os estudantes de Direito, informou que as conversas envolviam alunos da UFMT e também de outros cursos.
Segundo a entidade, os participantes discutiam a criação de uma lista misógina e faziam comentários relacionados à “molestação” de colegas.
Além disso, o Centro Acadêmico classificou a situação como uma “banalização da violência sexual” e uma “objetificação das mulheres”.
A nota também destacou que esse tipo de comportamento contraria os princípios do curso de Direito, especialmente os valores ligados à dignidade humana, igualdade e defesa dos direitos fundamentais.
UFMT ABRIU PROCESSO PARA APURAR RESPONSABILIDADES
Diante da repercussão, a UFMT instaurou o Processo Administrativo Disciplinar para identificar os envolvidos e analisar possíveis violações das normas internas da instituição.
Além disso, a universidade afirmou que adotará todas as medidas necessárias para garantir o cumprimento dos padrões éticos e disciplinares.
OAB-MT TAMBÉM REPUDIOU O CASO
A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso também se manifestou sobre o episódio.
Segundo a entidade, a postura dos estudantes não condiz com a missão de atuar no Sistema de Justiça.
Além disso, a OAB-MT pediu rapidez na apuração e defendeu a responsabilização dos envolvidos conforme prevê a legislação.
UNIVERSIDADE REAFIRMA COMPROMISSO COM RESPEITO
Em nota oficial, a UFMT reforçou o compromisso com um ambiente acadêmico seguro, respeitoso e igualitário.
Além disso, a instituição garantiu que continuará promovendo ações voltadas ao combate à violência e à discriminação dentro do ambiente universitário.
Por fim, a universidade afirmou que colaborará com as autoridades competentes para que o caso receba tratamento sério e responsável.










