
É de conhecimento público que o atual Papa, quando ainda era Cardeal nos EUA, sempre se opôs às políticas imigratórias do presidente Trump. A impressão que se passa é que o religioso queria que o país americano fosse, tal como um coração de mãe, disposto a acolher a todos sem distinção. Muito louvável, mas, em termos de geopolítica, não é bem por aí.
Sabemos que fronteiras sem vigilância são terreno fértil para todo tipo de ilegalidades. Os números não mentem: durante os dois mandatos de Barack Obama, mais de 3 milhões de imigrantes foram deportados. Será que o ex-presidente foi criticado pelo Cardeal Prevost?
No entanto, o atual Papa Leão XIV foi bem enfático em suas críticas às deportações realizadas pelo presidente Trump, chegando a afirmar, em 2025, que “o bombardeio norte-americano a navios venezuelanos suspeitos de transportar drogas pode aumentar as tensões na região”.
Ou seja, na visão do Papa Leão XIV, Trump deveria ser maleável com navios suspeitos e só agir quando seu país já estivesse contaminado por entorpecentes. Bom, é o que parece!
O Papa Leão XIV deseja a paz no Oriente Médio. Eu também quero! Da parte do pontífice, há muitas críticas aos bombardeios dos EUA e de Israel. Considero válidos todos os apontamentos, mas por que o líder máximo da Igreja Católica nada diz sobre as graves violações dos direitos humanos que vêm sendo praticadas reiteradas vezes pelo regime teocrático iraniano? Por que não fala nada sobre a injusta Lei Sharia? Por que não critica com a mesma veemência o grupo terrorista Hamas, financiado pelo Irã há décadas?
Existem críticas às políticas ideológicas dos EUA e de Israel. Como católica, jamais compactuarei com o liberalismo materialista dos EUA e a negação explícita de Jesus Cristo como Messias por parte do povo judeu sionista de Israel. Não obstante, em termos de uma geopolítica complexa, em que erros acontecem de todos os lados, não há como compactuar com o silêncio institucional da parte do Papa Leão XIV em relação ao terrorismo islâmico!
Sem perceber, Papa Leão XIV, com suas críticas unilaterais, tem favorecido a disseminação das narrativas da esquerda comunista, as quais são chanceladas por vários membros do clero da CNBB. Tudo o que os marxistas desejam é transparecer que estão do lado das minorias, que são justos, mas, historicamente, o ódio à Igreja não tem como eles apagarem. Já infiltraram muitos dos seus nas fileiras do sacerdócio e pretendem infiltrar muito mais; porém, o conhecimento da doutrina católica faz cair por terra toda manobra retórica utilizada há décadas por esses falsários.
O conhecimento nas mãos do povo é a melhor arma contra todo tipo de narrativa que segrega. Isso é o que devemos ter em mente sempre que surgirem novos conflitos, para depreendermos com clareza o que está por trás dos interesses dos falsos arautos da justiça!










