
Leio de novo o livro de Urda Alice Klueger, “Trinados Para o Meu Passarinho”, bem a propósito do Dia dos Namorados. Fiz parte do Conselho Editorial, inclusive, na época de sua publicação. São vinte e uma crônicas de puro amor. Sabe aquele amor firme e forte, incondicional, que a gente pensa até que não existe mais? Pois ele está contido todinho neste grande livro, da primeira à última palavra, belíssimo. A moça loura de Blumenau, dos dedos cheios de poesia, faz a prosa mais poética que a gente poderia desejar. Felizmente, agora ela está bem perto. Está na Enseada de Brito, o paraíso que escolheu para viver.
Como já disse, a obra é um hino de amor, uma coletânea de poemas em prosa, daqueles mais inspirados. Esse livro lembra a toda gente que o amor ainda existe, que é preciso procurá-lo dentro de nós, dentro dos olhos, dentro do peito, dentro da alma. Que é preciso adentrar os olhos e o coração do próximo, pois esse sentimento maior e inconfundível está lá, dentro de nós e dentro de alguém que precisamos encontrar.
“Beija-Flor – Quase Abril” é antológico, é a obra-prima da sensibilidade e do sentimento. A capacidade de amar que transborda nesse livro e, consequentemente, na autora, é incomensurável.
Algumas crônicas eu já havia lido avulsas, assim como o livro também, e elas continuam belíssimas. Fico aqui babando ao ler de novo “Pseudo-primavera”, “A Garça e o Segredo das Dunas”, “Patos, Gansos e Cisnes” e todas as outras.
Este é um livro feito de alma e coração, para dar de presente às pessoas mais queridas da gente, no aniversário, no Natal, no Dia dos Namorados, para dizer-lhes: “Eu te amo”.
Porque “Trinados Para o Meu Passarinho” é isso: amor de verdade, no mais alto grau que o sentimento pode alcançar, que um coração pode suportar.
Como pudemos ficar sem essas canções de amor de Urda por tanto tempo?
Amar é isso.










