
Os preços do petróleo voltaram a subir com força nesta quinta-feira (2), após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que manterá os ataques contra o Irã. A declaração aumentou a tensão no Oriente Médio e impactou diretamente o mercado internacional de energia.
Logo nas primeiras horas do dia, o barril do tipo Brent — referência mundial — registrou alta próxima de 8%. Com isso, o valor ultrapassou os US$ 109 por barril, refletindo a preocupação dos investidores com a escalada do conflito.
Tensão internacional impulsiona mercado
A disparada ocorreu após Trump reforçar, em pronunciamento, que pretende intensificar as ações militares contra o Irã nas próximas semanas. Segundo ele, o país persa não avançou em negociações sobre um possível acordo nuclear.
A fala elevou o nível de incerteza global. Em resposta, o governo iraniano prometeu ampliar os ataques contra forças norte-americanas e negou qualquer tratativa de cessar-fogo.
Efeito rebote após queda histórica
No dia anterior, o mercado havia seguido caminho oposto. O preço do petróleo caiu 14,5%, passando de US$ 118,35 para US$ 101,16, após expectativa de que os Estados Unidos anunciariam uma trégua no conflito.
No entanto, a ausência de acordo e o tom mais agressivo do discurso de Trump provocaram uma reversão imediata nos preços.
Estreito de Ormuz entra no radar
Além disso, o mercado acompanha com atenção o controle do Estreito de Hormuz, área estratégica dominada pelo Irã. A região concentra cerca de 20% de todo o petróleo transportado no mundo.
Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, o país tem limitado o tráfego de navios na rota, o que pressiona ainda mais a oferta global. A restrição também afeta o transporte de fertilizantes e insumos industriais.
Alta acumulada preocupa economia
Mesmo com oscilações recentes, o petróleo já acumula valorização expressiva. Antes do conflito, o barril era negociado a cerca de US$ 72. Agora, mesmo após quedas pontuais, segue acima dos US$ 100.
Por outro lado, Trump minimizou o impacto do bloqueio do Estreito de Hormuz para os Estados Unidos. Segundo ele, o país depende pouco da rota e defendeu que outras nações assumam maior responsabilidade pela segurança da região.
A instabilidade, porém, mantém o mercado em alerta e pode gerar efeitos diretos nos preços de combustíveis e na inflação em diversos países.










