
O vice-prefeito de Cachoeiro-ES, Júnior Corrêa (PP), 29 anos, vem se tornando um fenômeno quase sobrenatural na cabeça dos políticos medianos da região sul do Estado. Isso ocorre porque seu espectro político assusta, já que não é possível encontrar uma mácula de irregularidade ou indecência, tão comuns à maioria nesse ambiente.
A honestidade dele afronta. Já a humildade rústica constrange os exaltados. O berço familiar, por sua vez, desperta inveja. Enquanto isso, a jovialidade incomoda as velhas práticas fisiologistas. Além disso, a sinceridade causa desconforto nos dissimulados. Sua resiliência, portanto, impõe respeito diante dos afoitos pelo poder. Por fim, a espiritualidade acaba incomodando aqueles tomados por interesses obscuros.
O futuro
Nesse contexto, o ex-prefeito Victor Coelho (PSB) surge como exemplo de comportamento exasperado em relação a Júnior Corrêa, desde quando o jovem se consolidou como um opositor qualificado. À época, o socialista já demonstrava dificuldades tanto na vida pública quanto na gestão.
Trata-se, assim, de uma espécie de obsessão política de Coelho em relação a Corrêa, frequentemente externada por meio de manifestações facciosas e, por vezes, desproporcionais. Em resumo: medo.
Ao mesmo tempo, Júnior Corrêa foi escolhido precocemente como adversário a ser batido no futuro por figuras que não obtiveram êxito enquanto governantes. Esses, inclusive, deixaram de inscrever seus nomes na história da terra de Roberto Carlos. Como resultado, hoje estão praticamente esquecidos, sem obras relevantes em seus portfólios.
A subjetividade
Por outro lado, o vice-prefeito não se limita a cumprir funções com responsabilidade. Ele busca excelência em tudo o que lhe é atribuído. Além disso, demonstra confiabilidade.
Em apenas 1 ano e 4 meses, já assumiu cerca de 100 dias somados na titularidade, sempre que o prefeito Theodorico Ferraço (PP) precisou se licenciar. Ainda assim, a chamada “maldição do vice” não se concretizou. Isso acontece, sobretudo, pela blindagem construída a partir de um estilo de vida espartano.
Diante desse cenário, adversários passam a atacar o campo subjetivo — não tangível e muitas vezes especulativo — em uma tentativa de desestabilização. No entanto, sem evidências concretas, recorrem a críticas sobre fé, família (pai, mãe e empresa) e até detalhes irrelevantes.
Além disso, exploram supostos erros mínimos, como vírgulas, justamente porque não encontram indícios de improbidade ou comportamento impróprio. Em outras palavras, medem os outros pela própria régua.
Por fim, o jornalista, especialmente aquele que conhece a fauna política, sabe identificar quando a fumaça vem da fogueira da vaidade. No caso de Júnior Corrêa, entretanto, não há sequer graveto que sustente qualquer chama.










