
A melatonina é um hormônio produzido naturalmente pelo cérebro ao anoitecer e indica ao corpo que é hora de dormir. Quando usada como suplemento, ela pode ajudar a regular o ciclo do sono. No entanto, o uso exige atenção ao horário, à dose e à duração.
Se utilizada de forma incorreta, a melatonina pode desregular o ritmo circadiano, gerar dependência psicológica e até mascarar problemas que exigem avaliação médica.
O que é e como age
A glândula pineal produz a melatonina em resposta à escuridão. O pico ocorre entre 2h e 4h da manhã. Dessa forma, o hormônio atua como um “relógio biológico”, sinalizando ao cérebro que é hora de reduzir o estado de alerta.
Quando usada como suplemento, a substância reforça esse sinal natural. Por isso, ela se torna útil em casos de rotina desregulada, como trabalho noturno, jet lag ou excesso de exposição a telas.
Horário ideal de uso
O horário de ingestão influencia diretamente o efeito da melatonina. Em geral, recomenda-se tomar o suplemento entre 30 minutos e 2 horas antes de dormir.
Além disso, o ambiente deve estar com pouca luz. Caso contrário, o efeito pode ser reduzido. Tomar muito cedo pode adiantar o sono, enquanto usar tarde demais pode dificultar o despertar no dia seguinte.
Doses e cuidados
As doses variam conforme a idade e a condição de saúde. Por isso, o uso deve ter orientação adequada. Doses elevadas não aumentam a eficácia e ainda podem causar efeitos colaterais.
Entre os principais sintomas estão sonolência diurna, dor de cabeça, tontura e alterações de humor. Portanto, é importante ficar atento aos sinais do corpo.
O que dizem os estudos
Estudos científicos reforçam a eficácia da melatonina. Uma meta-análise publicada na revista PLOS One, com 19 estudos e 1.683 participantes, mostrou que o hormônio reduz o tempo para adormecer, aumenta a duração do sono e melhora a qualidade do descanso.
Embora o efeito seja mais leve do que medicamentos sedativos, a melatonina apresenta maior segurança e menor risco de dependência.
Uso consciente
Apesar de não causar dependência química, o uso inadequado pode gerar dependência psicológica. Além disso, pode esconder problemas como insônia crônica e apneia do sono.
Por isso, especialistas recomendam associar o uso a bons hábitos. Reduzir o uso de telas à noite, manter horários regulares e evitar cafeína no fim do dia ajudam a estimular a produção natural do hormônio.
Se os problemas de sono persistirem, a recomendação é buscar avaliação médica e considerar terapias específicas.










