Hantavírus: doença transmitida por ratos do mato preocupa; entenda riscos e sintomas

Hantavírus, transmitido por ratos do mato, preocupa autoridades e pode causar doença grave com evolução rápida.

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- Foto: © Getty Images

O hantavírus, transmitido principalmente por roedores silvestres conhecidos como ratos do mato, segue como uma preocupação de saúde pública em países como o Brasil. A doença, chamada hantavirose, pode causar quadros graves e até levar à morte.

Recentemente, um possível surto acendeu alerta internacional. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), três mortes e três casos suspeitos foram registrados em um cruzeiro que saiu da Argentina com destino a Cabo Verde.

Casos no Brasil e onde a doença é mais comum

No Brasil, o Ministério da Saúde registrou 2.377 casos entre 1993 e 2024, com 540 mortes. A maioria das ocorrências acontece em áreas rurais.

Isso ocorre porque os principais transmissores são roedores silvestres, como:

  • Ratos do mato
  • Roedores de áreas rurais e florestais

Por outro lado, ratos urbanos como ratazanas, ratos pretos e camundongos não costumam transmitir hantavirose, mas estão associados a outras doenças, como a leptospirose.

Como ocorre a transmissão

O vírus pertence ao gênero Orthohantavirus e é transmitido por meio do contato com fezes, urina ou saliva dos roedores infectados.

Além disso, a infecção pode ocorrer pela inalação de partículas contaminadas no ar, principalmente durante a limpeza de locais fechados, como celeiros, galpões ou áreas infestadas.

Sintomas podem evoluir rapidamente

Inicialmente, a doença apresenta sintomas semelhantes aos de uma virose comum. Entre eles estão:

  • Febre alta
  • Dor de cabeça
  • Dores no corpo
  • Náuseas e vômitos

No entanto, em casos mais graves, o quadro pode evoluir rapidamente para a chamada Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus. Nessa fase, surgem:

  • Falta de ar
  • Respiração acelerada
  • Pressão baixa
  • Acúmulo de líquido nos pulmões

Por isso, o atendimento médico rápido é fundamental.

Prevenção é a principal forma de proteção

Até o momento, não existe vacina eficaz contra o hantavírus nas Américas. Dessa forma, a prevenção se torna essencial.

Entre as principais recomendações estão:

  • Evitar contato com roedores e seus dejetos
  • Manter alimentos bem armazenados
  • Vedar entradas de casas e depósitos
  • Limpar ambientes com água sanitária diluída

Além disso, especialistas orientam ventilar locais fechados antes da limpeza e evitar varrer áreas contaminadas, pois isso pode espalhar partículas no ar.

Fatores de risco aumentam exposição

O avanço do desmatamento e a expansão urbana em áreas rurais aumentam o contato entre humanos e roedores silvestres. Com isso, cresce o risco de transmissão da doença.

Atividades como agricultura, limpeza de galpões e controle de pragas também elevam a exposição ao vírus.