
O Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF-6) aceitou a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra uma organização criminosa suspeita de promover migração ilegal de brasileiros para os Estados Unidos.
De acordo com a decisão do último dia 10 de abril, o grupo atuava de forma estruturada e contínua desde 2019, com objetivo de obter lucro por meio da facilitação da entrada clandestina no país norte-americano.
Acusados viram réus e responderão por crimes
Com a decisão, Renan Martins Mesquita, Helielmo Santos de Jesus e Rogério Martins Alves passaram à condição de réus. Eles responderão pelos crimes de associação criminosa e promoção de migração ilegal.
Segundo o MPF, o grupo funcionava no modelo conhecido como “coiotes”, que consiste em intermediar a travessia ilegal de imigrantes mediante pagamento.
Funções eram divididas dentro da organização
As investigações apontam que a quadrilha possuía uma estrutura organizada, com divisão clara de funções:
- Renan Martins Mesquita atuava como líder e coordenava logística, finanças e operações;
- Rogério Martins Alves prestava apoio logístico e financeiro, além de participar das cobranças;
- Helielmo Santos de Jesus era responsável por cobrar dívidas, utilizando intimidação e ameaças contra emigrantes e familiares.
Provas reforçam atuação do grupo
Para a Justiça, o conjunto de provas reunido durante o inquérito é consistente. Dados extraídos de aparelhos eletrônicos indicam transferências internacionais, documentos de emigrantes e conversas sobre o esquema.
Além disso, investigadores encontraram registros de cobranças e anotações detalhadas com nomes e valores relacionados à atividade ilegal.
Um dos réus segue preso
Helielmo Santos de Jesus está preso preventivamente desde 11 de março de 2026 e teve a prisão mantida pela Justiça.
Agora, os réus têm prazo de 10 dias para apresentar defesa. Caso não constituam advogados, a Defensoria Pública da União (DPU) poderá atuar no caso.










