Justiça decreta prisão temporária de suspeito de matar companheira em Guarapari

Alex Almeida de Barros também responde por outro caso de feminicídio ocorrido em Anchieta

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Justiça decreta prisão de suspeito de matar companheira em Guarapari - Foto: Divulgação/ Redes Sociais

A Justiça decretou, no fim da tarde desta quarta-feira (10), a prisão temporária de Alex Almeida de Barros, de 48 anos. Ele aparece como principal suspeito de matar a companheira, Rosi Mari Marcelly Ayalla, de 52 anos, em Guarapari.

A decisão partiu do Juízo da 1ª Vara Criminal de Guarapari. No documento, o magistrado destaca que Alex já responde a outro processo criminal por feminicídio e, atualmente, aguarda um novo julgamento pelo Tribunal do Júri de Anchieta.

Além disso, o juiz afirmou que o investigado demonstra “periculosidade” e desrespeito ao Poder Judiciário. Dessa forma, a Justiça considerou o risco de fuga, a possibilidade de novos crimes e o perigo à integridade física de testemunhas.

Por isso, o magistrado autorizou a prisão temporária pelo prazo de 30 dias. Segundo a Polícia Civil, os agentes já cumpriram o mandado.

Suspeito permanece internado em Minas Gerais

Atualmente, Alex segue internado em um hospital de Minas Gerais. Conforme as investigações, ele sofreu queimaduras após atear fogo no próprio corpo durante uma tentativa de abordagem das forças policiais mineiras.

Enquanto isso, a Polícia Civil continua a conclusão do relatório final sobre a morte de Rosi Mari.

Corpo foi encontrado dentro de apartamento

Familiares e amigos encontraram o corpo de Rosi Mari no último dia 27, dentro de um apartamento no bairro São Judas Tadeu, em Guarapari. A vítima já estava em avançado estado de decomposição.

Segundo a investigação, pessoas próximas acionaram a Polícia Militar após cerca de 20 dias sem conseguir contato com a mulher.

Durante as diligências, os investigadores descobriram que Alex utilizava pertences pessoais da vítima, incluindo o carro e o telefone celular.

Além disso, a polícia apura a tentativa do suspeito de sacar aproximadamente R$ 300 mil referentes à venda de um imóvel de Rosi Mari. Depois do crime, ele fugiu para Minas Gerais dirigindo o veículo da vítima.

Suspeito também responde por feminicídio em Anchieta

Alex Almeida de Barros também responde pelo assassinato da então noiva, Euzineia Loyola Baptista, morta em agosto de 2020, em Anchieta, no Sul do Espírito Santo.

Na época, a Justiça condenou Alex a 12 anos de prisão. No entanto, o Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) anulou o julgamento e determinou um novo júri popular.

A 2ª Câmara Criminal aceitou os argumentos do Ministério Público do Espírito Santo (MPES), que apontou contradição na decisão dos jurados ao desconsiderarem as qualificadoras de feminicídio e asfixia.

Segundo o processo, Alex matou Euzineia por asfixia com um fio. Em seguida, ele colocou o corpo na piscina da propriedade da vítima na tentativa de simular um afogamento.

O crime aconteceu na comunidade de Goembê, em Anchieta. Logo após o assassinato, ele fugiu levando cartões bancários, senha, joias e outros bens da vítima.

Até o momento, a defesa de Alex Almeida de Barros não se manifestou. Ainda assim, o espaço segue aberto para posicionamento.