
O governo federal discute ampliar o pacote de combate ao endividamento com novas linhas de crédito com juros abaixo do mercado. A proposta mira motoristas por aplicativos, taxistas e caminhoneiros, com foco na troca de veículos.
Além disso, o Planalto conduz a iniciativa, mas ainda precisa do aval da equipe econômica. O objetivo é reduzir o comprometimento da renda das famílias e ampliar o acesso ao crédito.
Pacote pode ultrapassar R$ 100 bilhões
As medidas incluem renegociação de dívidas e substituição de débitos mais caros por opções com juros menores. Com isso, o pacote pode superar R$ 100 bilhões.
Ao mesmo tempo, a área política defende ampliar o crédito para compra de equipamentos agrícolas. Também propõe expandir financiamentos habitacionais.
No entanto, integrantes do governo avaliam que as ações não têm caráter estrutural. Ainda assim, a estratégia busca conter o endividamento enquanto o país enfrenta impactos externos, como a alta de preços influenciada pela guerra no Irã.
Medidas em análise
Nos últimos dias, o governo avançou em propostas para renegociar dívidas em atraso de até um ano. Além disso, técnicos analisam alternativas para viabilizar os recursos.
Uma das opções envolve o uso de valores esquecidos em bancos. Porém, essa medida enfrenta entraves legais, já que pode exigir passagem pelo Orçamento.
Por outro lado, também ganhou força a proposta de liberar recursos do FGTS para ampliar o acesso ao crédito.
Apoio a empresas também entra no pacote
O governo também avalia criar estímulos para renegociação de dívidas de pequenas empresas. Além disso, estuda lançar uma linha de crédito para médias empresas.
Nesse caso, a medida exigiria cerca de R$ 2 bilhões para capitalizar o Fundo Garantidor de Investimentos, operado pelo BNDES.
Tema ganha prioridade no governo
O debate ganhou força após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tratar publicamente do endividamento das famílias. Desde então, ministros discutiram o tema em reuniões recentes.
A equipe avalia que o alto nível de endividamento impacta a popularidade do governo, especialmente a poucos meses das eleições.
Inicialmente, o governo planejava anunciar o pacote nos próximos dias. No entanto, a agenda internacional do presidente e compromissos da equipe econômica devem adiar a divulgação para a segunda quinzena do mês.
Salário mínimo pode chegar a R$ 1.717 em 2027
Além disso, o governo trabalha com uma estimativa de salário mínimo de R$ 1.717 para 2027. Se confirmado, o valor representará aumento de 5,9% em relação ao piso atual, de R$ 1.621.
O cálculo seguirá a regra definida em 2024, que considera a inflação medida pelo INPC e um ganho real de 2,5%.
Impacto direto no INSS e benefícios
O reajuste afeta diretamente aposentados, pensionistas e beneficiários de programas sociais. Também influencia o valor do seguro-desemprego e contribuições previdenciárias.
Atualmente, cerca de 45% dos benefícios do INSS estão vinculados ao salário mínimo. Por isso, qualquer aumento gera impacto significativo nas contas públicas.










