Governo estuda crédito com juros baixos para motoristas e caminhoneiros

Pacote pode superar R$ 100 bilhões e mira redução do endividamento das famílias.

Arte Da Capa Da Mat Ria Do Site 1000 X 750 Px 2026 04 11t223454 636
- Imagem ilustrativa criada por IA

O governo federal discute ampliar o pacote de combate ao endividamento com novas linhas de crédito com juros abaixo do mercado. A proposta mira motoristas por aplicativos, taxistas e caminhoneiros, com foco na troca de veículos.

Além disso, o Planalto conduz a iniciativa, mas ainda precisa do aval da equipe econômica. O objetivo é reduzir o comprometimento da renda das famílias e ampliar o acesso ao crédito.

Pacote pode ultrapassar R$ 100 bilhões

As medidas incluem renegociação de dívidas e substituição de débitos mais caros por opções com juros menores. Com isso, o pacote pode superar R$ 100 bilhões.

Ao mesmo tempo, a área política defende ampliar o crédito para compra de equipamentos agrícolas. Também propõe expandir financiamentos habitacionais.

No entanto, integrantes do governo avaliam que as ações não têm caráter estrutural. Ainda assim, a estratégia busca conter o endividamento enquanto o país enfrenta impactos externos, como a alta de preços influenciada pela guerra no Irã.

Medidas em análise

Nos últimos dias, o governo avançou em propostas para renegociar dívidas em atraso de até um ano. Além disso, técnicos analisam alternativas para viabilizar os recursos.

Uma das opções envolve o uso de valores esquecidos em bancos. Porém, essa medida enfrenta entraves legais, já que pode exigir passagem pelo Orçamento.

Por outro lado, também ganhou força a proposta de liberar recursos do FGTS para ampliar o acesso ao crédito.

Apoio a empresas também entra no pacote

O governo também avalia criar estímulos para renegociação de dívidas de pequenas empresas. Além disso, estuda lançar uma linha de crédito para médias empresas.

Banner Folha dos ES
Acompanhe as principais notícias do ES — receba grátis onde preferir!

Nesse caso, a medida exigiria cerca de R$ 2 bilhões para capitalizar o Fundo Garantidor de Investimentos, operado pelo BNDES.

Tema ganha prioridade no governo

O debate ganhou força após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tratar publicamente do endividamento das famílias. Desde então, ministros discutiram o tema em reuniões recentes.

A equipe avalia que o alto nível de endividamento impacta a popularidade do governo, especialmente a poucos meses das eleições.

Inicialmente, o governo planejava anunciar o pacote nos próximos dias. No entanto, a agenda internacional do presidente e compromissos da equipe econômica devem adiar a divulgação para a segunda quinzena do mês.

Salário mínimo pode chegar a R$ 1.717 em 2027

Além disso, o governo trabalha com uma estimativa de salário mínimo de R$ 1.717 para 2027. Se confirmado, o valor representará aumento de 5,9% em relação ao piso atual, de R$ 1.621.

O cálculo seguirá a regra definida em 2024, que considera a inflação medida pelo INPC e um ganho real de 2,5%.

Impacto direto no INSS e benefícios

O reajuste afeta diretamente aposentados, pensionistas e beneficiários de programas sociais. Também influencia o valor do seguro-desemprego e contribuições previdenciárias.

Atualmente, cerca de 45% dos benefícios do INSS estão vinculados ao salário mínimo. Por isso, qualquer aumento gera impacto significativo nas contas públicas.