
O governo federal estuda liberar o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para ajudar trabalhadores endividados. A medida integra um conjunto de ações que buscam reduzir o comprometimento da renda das famílias brasileiras.
A equipe econômica discutiu o tema nesta semana, em reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, confirmou que o uso do FGTS para quitar ou renegociar dívidas está em análise conjunta com o Ministério do Trabalho.
Uso do FGTS pode aliviar dívidas no curto prazo
De acordo com Durigan, o governo avalia os impactos da proposta antes de qualquer decisão. A liberação do fundo pode permitir que trabalhadores quitem débitos ou migrem para linhas de crédito mais baratas.
Ao mesmo tempo, especialistas apontam que a medida pode gerar alívio imediato. O presidente do Conselho Regional de Economia do Espírito Santo (Corecon-ES), Ricardo Paixão, destacou o potencial da proposta.
“A medida pode reduzir a pressão financeira no curto prazo e estimular a economia. Porém, sem políticas estruturais, o risco é apenas adiar o problema”, afirmou.
Risco de perda de reserva preocupa equipe econômica
Por outro lado, o uso do FGTS levanta preocupações. O principal ponto é a possibilidade de o trabalhador ficar sem reserva financeira em caso de demissão.
Ainda assim, o governo considera que o alto nível de endividamento exige medidas emergenciais. Dessa forma, a proposta segue em avaliação técnica.
Novo programa pode oferecer até 80% de desconto
Além do uso do FGTS, o governo também prepara um novo programa de renegociação de dívidas. A iniciativa pode oferecer descontos de até 80% sobre os débitos.
Nesse modelo, os bancos concederiam abatimentos maiores em troca de acesso a garantias públicas, por meio do Fundo Garantidor de Operações (FGO).
Assim, a estratégia busca estimular acordos e ampliar o crédito com menor risco para as instituições financeiras.
Público-alvo inclui baixa renda e consumidores endividados
O plano prevê dois grupos prioritários. O primeiro inclui pessoas de baixa renda com dívidas em atraso entre 60 e 360 dias.
Já o segundo grupo envolve consumidores que estão em dia com pagamentos, mas enfrentam alto comprometimento da renda.
Nesse caso, o governo pretende incentivar a troca de dívidas caras por opções com juros menores.
Medidas buscam reduzir impacto do endividamento
Com isso, o governo tenta equilibrar duas frentes: aliviar o orçamento das famílias e manter a segurança financeira dos trabalhadores.
Enquanto a decisão final não sai, a equipe econômica segue analisando os impactos da liberação do FGTS e das demais medidas em estudo.











