Governo avalia liberar FGTS para ajudar endividados no Brasil

Proposta em análise permite usar saldo para quitar ou renegociar dívidas e aliviar orçamento das famílias

Arte Da Capa Da Mat Ria Do Site 1000 X 750 Px 2026 04 08t090645 242
- Foto: Tvfoco.uai

O governo federal estuda liberar o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para ajudar trabalhadores endividados. A medida integra um conjunto de ações que buscam reduzir o comprometimento da renda das famílias brasileiras.

A equipe econômica discutiu o tema nesta semana, em reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, confirmou que o uso do FGTS para quitar ou renegociar dívidas está em análise conjunta com o Ministério do Trabalho.

Uso do FGTS pode aliviar dívidas no curto prazo

De acordo com Durigan, o governo avalia os impactos da proposta antes de qualquer decisão. A liberação do fundo pode permitir que trabalhadores quitem débitos ou migrem para linhas de crédito mais baratas.

Ao mesmo tempo, especialistas apontam que a medida pode gerar alívio imediato. O presidente do Conselho Regional de Economia do Espírito Santo (Corecon-ES), Ricardo Paixão, destacou o potencial da proposta.

“A medida pode reduzir a pressão financeira no curto prazo e estimular a economia. Porém, sem políticas estruturais, o risco é apenas adiar o problema”, afirmou.

Risco de perda de reserva preocupa equipe econômica

Por outro lado, o uso do FGTS levanta preocupações. O principal ponto é a possibilidade de o trabalhador ficar sem reserva financeira em caso de demissão.

Ainda assim, o governo considera que o alto nível de endividamento exige medidas emergenciais. Dessa forma, a proposta segue em avaliação técnica.

Novo programa pode oferecer até 80% de desconto

Além do uso do FGTS, o governo também prepara um novo programa de renegociação de dívidas. A iniciativa pode oferecer descontos de até 80% sobre os débitos.

Nesse modelo, os bancos concederiam abatimentos maiores em troca de acesso a garantias públicas, por meio do Fundo Garantidor de Operações (FGO).

Assim, a estratégia busca estimular acordos e ampliar o crédito com menor risco para as instituições financeiras.

Público-alvo inclui baixa renda e consumidores endividados

O plano prevê dois grupos prioritários. O primeiro inclui pessoas de baixa renda com dívidas em atraso entre 60 e 360 dias.

Já o segundo grupo envolve consumidores que estão em dia com pagamentos, mas enfrentam alto comprometimento da renda.

Nesse caso, o governo pretende incentivar a troca de dívidas caras por opções com juros menores.

Medidas buscam reduzir impacto do endividamento

Com isso, o governo tenta equilibrar duas frentes: aliviar o orçamento das famílias e manter a segurança financeira dos trabalhadores.

Enquanto a decisão final não sai, a equipe econômica segue analisando os impactos da liberação do FGTS e das demais medidas em estudo.

Isso vai fechar em 0 segundos