Empresa é acusada de golpe com plataforma que prometia lucro rápido

Empresa prometia lucro em dobro em 30 dias, mas bloqueio de contas impediu saques e gerou revolta entre investidores

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- Imagem ilustrativa criada por IA

Um suposto esquema fraudulento de investimentos pode ter causado prejuízo a até 3 mil pessoas no Espírito Santo. O caso envolve a empresa EG Investment Group, que prometia retorno financeiro rápido, mas acabou bloqueando contas e impedindo saques.

De acordo com relatos, o modelo funcionava como uma possível pirâmide financeira. A proposta atraía investidores com a promessa de dobrar o valor aplicado em apenas 30 dias, com aportes iniciais a partir de mil dólares — cerca de R$ 5 mil.

Além disso, a empresa promovia eventos presenciais, com estrutura organizada, buffet e apresentações. Essas ações buscavam transmitir credibilidade e atrair novos participantes.

Um jovem, que preferiu não se identificar, afirmou que decidiu investir após indicação de conhecidos.

“Era tudo muito convincente. Eles faziam eventos, mostravam resultados e passavam segurança. A gente acaba acreditando”, relatou.


Com o passar do tempo, começaram a surgir os primeiros sinais de instabilidade. Inicialmente, investidores relataram dificuldades para sacar os valores. No entanto, líderes do grupo atribuíam o problema a falhas técnicas.

Ainda assim, a situação se agravou. No último domingo (29), diversos usuários foram informados de que não conseguiriam mais acessar os valores investidos.

Mesmo com rendimentos exibidos na plataforma, os saques passaram a apresentar erro. Como resultado, milhares de pessoas ficaram sem acesso ao dinheiro.

Além disso, grupos de mensagens foram criados para reunir vítimas. Um desses grupos já ultrapassa 800 participantes, embora a estimativa total chegue a 3 mil prejudicados no estado.


Segundo especialistas e relatos das vítimas, o modelo segue características típicas de pirâmide financeira.

Nesse tipo de esquema, os lucros dependem da entrada constante de novos participantes. Ou seja, os ganhos iniciais são pagos com o dinheiro de novos investidores.

No entanto, esse formato não se sustenta a longo prazo. Quando a entrada de novos membros diminui, o sistema entra em colapso, gerando prejuízos principalmente para quem entrou por último.


As vítimas também apontam a participação de uma empresária capixaba, conhecida como “Tia Ruth”, como uma das divulgadoras do negócio no Espírito Santo.

Segundo os relatos, ela organizava palestras, aparecia em vídeos promocionais e orientava novos investidores.

Por outro lado, a defesa nega qualquer responsabilidade direta. Os advogados afirmam que a empresária também investiu na plataforma e sofreu prejuízo.

“Ela atuava como qualquer outro participante do marketing multinível, divulgando informações e participando de eventos”, informou a defesa.


Em materiais divulgados, representantes da empresa afirmavam que o negócio era legalizado nos Estados Unidos, apesar de não possuir registro no Brasil.

Além disso, vítimas relatam que palestrantes utilizavam discursos emocionais e até religiosos para convencer novos investidores.

Segundo um dos prejudicados, algumas pessoas chegaram a perder mais de R$ 100 mil.

“Eles usavam argumentos fortes. Muita gente acreditou de verdade que aquilo era seguro”, disse.


Casos como esse reforçam o alerta sobre promessas de lucro fácil e rápido. Especialistas recomendam cautela, principalmente quando há exigência de indicação de novos participantes para aumentar ganhos.

Antes de investir, é fundamental verificar se a empresa possui registro nos órgãos reguladores brasileiros, como a Comissão de Valores Mobiliários (CVM).