
O endividamento das famílias brasileiras atingiu 80,4% em março de 2026, o maior nível desde o início da série histórica, em 2015. Ao mesmo tempo, o comprometimento da renda chegou a 29,3%, o maior patamar desde 2011.
Esse cenário mostra que o crédito passou a ocupar um espaço central no orçamento doméstico. Além disso, a alta dos juros e da inflação segue pressionando as contas, principalmente com o aumento no custo de itens essenciais.
O avanço é contínuo. Em relação a fevereiro, houve nova alta, e, na comparação com março de 2025, o crescimento é ainda mais expressivo. Dessa forma, o endividamento segue sem trégua.
Outro dado que chama atenção é que até famílias de maior renda foram impactadas. Entre quem ganha mais de dez salários mínimos, o índice chegou a 69,9%, mostrando que o problema se espalhou por todas as faixas.
Por outro lado, a inadimplência ficou estável em 29,6%, indicando que, embora mais pessoas estejam endividadas, o atraso nos pagamentos ainda não disparou.
Ainda assim, o alerta está ligado. Com quase um terço da renda comprometida, qualquer nova alta de preços pode agravar o cenário e ampliar o número de inadimplentes nos próximos meses.










