Dor de cabeça frequente: veja o que a causa e como tratar o problema

Especialistas alertam que estresse, sono ruim, alimentação inadequada e excesso de analgésicos podem aumentar frequência das cefaleias.

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- Foto: Divulgação Tua Saúde

Sentir dor de cabeça de vez em quando é algo comum. No entanto, quando o sintoma aparece várias vezes durante a semana, ele pode comprometer o trabalho, o sono e até as relações pessoais.

Além disso, especialistas alertam que dores frequentes não devem ser ignoradas, principalmente quando começam a atrapalhar a rotina.

Entre os principais gatilhos estão estresse, alimentação inadequada, noites mal dormidas, alterações hormonais e até o uso excessivo de analgésicos.

Existem diferentes tipos de dor de cabeça

As cefaleias se dividem em primárias e secundárias. Nas cefaleias primárias, a dor representa a própria doença. Já nas secundárias, o sintoma surge como consequência de outro problema de saúde.

Entre os tipos mais comuns estão:

  • Cefaleia tensional;
  • Enxaqueca;
  • Cefaleia em salvas.

A cefaleia tensional costuma estar ligada ao estresse e à tensão muscular. Enquanto isso, a enxaqueca provoca dor pulsátil e sensibilidade à luz e aos sons.

Já a cefaleia em salvas aparece de forma intensa e geralmente atinge a região ao redor de um dos olhos.

Diversos fatores podem desencadear crises

Segundo especialistas, identificar os gatilhos pessoais ajuda diretamente na redução das crises.

Além disso, em muitos casos, diferentes fatores atuam juntos e aumentam a frequência da dor.

Entre os principais gatilhos estão:

  • Noites mal dormidas;
  • Jejum prolongado;
  • Desidratação;
  • Consumo excessivo de cafeína;
  • Bebidas alcoólicas;
  • Queijos amarelos e embutidos;
  • Alterações hormonais;
  • Ansiedade;
  • Uso frequente de analgésicos sem orientação médica.

Inclusive, o uso exagerado de medicamentos pode provocar a chamada cefaleia por abuso de medicação.

Estudo mostra impacto global das cefaleias

Pesquisas científicas reforçam a dimensão do problema em todo o mundo.

Segundo o estudo Carga global, regional e nacional de enxaqueca e cefaleia tensional, 1990–2016, publicado na revista The Lancet Neurology, quase 3 bilhões de pessoas convivem com enxaqueca ou cefaleia tensional.

Além disso, os pesquisadores apontaram a enxaqueca como uma das principais causas de incapacidade em adultos jovens.

Dessa forma, especialistas destacam a importância de buscar diagnóstico adequado e tratamento direcionado.

Mudanças simples ajudam a prevenir crises

O tratamento varia conforme o tipo da cefaleia. Entretanto, alguns hábitos saudáveis ajudam a reduzir a frequência das dores na maioria dos casos.

Entre as principais recomendações estão:

  • Manter rotina regular de sono;
  • Dormir entre sete e nove horas por noite;
  • Beber água ao longo do dia;
  • Evitar longos períodos em jejum;
  • Reduzir excesso de cafeína e álcool;
  • Praticar atividade física regularmente;
  • Registrar gatilhos em um diário;
  • Controlar o estresse com meditação, terapia ou exercícios de respiração.

Além disso, médicos orientam evitar o uso de analgésicos por conta própria mais de duas ou três vezes por semana.

Quando procurar um neurologista

Especialistas alertam que alguns sinais exigem avaliação médica mais detalhada.

Por isso, pessoas com dores muito intensas, crises frequentes, alterações neurológicas, perda de força, febre ou mudanças repentinas no padrão da dor devem procurar atendimento especializado.

Além disso, o diagnóstico precoce ajuda a evitar complicações e melhora significativamente o controle das crises.

Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não substitui avaliação médica.

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