
Em meio ao branqueamento de corais e à degradação dos oceanos, cientistas identificaram um coral gigante que desafia as previsões. Pesquisadores da NOAA mediram uma colônia da espécie Porites rus que pode ter mais de 2.050 anos.
A estrutura foi encontrada nas Ilhas Maug, no arquipélago das Marianas, no Pacífico Ocidental, a cerca de 2.400 km das Filipinas.
Tamanho impressiona pesquisadores
De acordo com as medições, o coral ocupa cerca de 1.347 metros quadrados. Além disso, ele se estende por mais de 31 metros no topo e 62 metros na base.
Com isso, a colônia se torna 3,4 vezes maior do que a maior já registrada anteriormente, descoberta em 2020 na Samoa Americana.
Os cientistas também compararam o tamanho à extensão de quatro ônibus escolares enfileirados.
Idade pode ultrapassar 2 mil anos
Como a espécie não apresenta anéis visíveis de crescimento, os pesquisadores estimaram a idade com base na média de expansão anual, de cerca de 1 centímetro.
Por isso, os especialistas acreditam que o coral começou a se formar por volta de 25 a.C., antes mesmo do Império Romano.
Ambiente extremo favorece estudo climático
O coral fica dentro de uma caldeira vulcânica submersa, conhecida por liberar dióxido de carbono no oceano. Esse fenômeno cria condições ácidas em partes da região.
No entanto, mesmo com esse cenário, a colônia cresce de forma saudável a poucos metros das áreas mais afetadas.
Dessa forma, o local funciona como um “laboratório natural” para estudos sobre mudanças climáticas.
Contraste chama atenção dos cientistas
Segundo os pesquisadores, a área apresenta um contraste marcante. De um lado, regiões afetadas pelo CO₂ apresentam pouca vida. Do outro, o coral gigante prospera.
Por fim, os cientistas destacam que o local pode ajudar a entender como algumas espécies conseguem resistir às mudanças ambientais.











