
A situação do ex-prefeito Victor Coelho (PSB) no escândalo milionário da BRK se complica cada vez mais. A concessionária é responsável pelo tratamento de água e esgoto de Cachoeiro de Itapemirim.
Novas denúncias avançam nos órgãos de fiscalização. Além disso, investigações já atingem diferentes setores da antiga gestão municipal.
A ação de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público abalou a imagem política de Victor Coelho. O processo pede devolução de dinheiro público e quebra de sigilo fiscal. O objetivo é rastrear valores e movimentações financeiras entre 2022 e 2025.
Durante anos, Victor buscou sustentar o discurso de defensor da moralidade administrativa. No entanto, o avanço das investigações mudou o cenário político em Cachoeiro.
Além do caso da BRK, existem mais de uma dezena de denúncias formalizadas. As acusações envolvem diferentes secretarias e áreas da administração anterior.
Nos últimos dias, Victor passou a divulgar vídeos nas redes sociais. Nas gravações, afirma que deixou a Prefeitura “com as mãos limpas”. Também desafiou o atual prefeito, Theodorico Ferraço (PP), a apresentar oficialmente todas as denúncias.
Ferraço, porém, evita transformar o caso em confronto político direto. Com experiência em disputas administrativas e eleitorais, o prefeito prefere manter distância pública do embate.
Enquanto isso, órgãos oficiais seguem conduzindo as investigações. O Ministério Público e o Tribunal de Contas acompanham denúncias sobre supostos desvios, fraudes e irregularidades da antiga gestão.
Além disso, outras denúncias continuam em análise nos órgãos de controle. A pergunta que cresce nos bastidores políticos e entre moradores da cidade é direta: para onde foi o dinheiro público?










