
As denúncias envolvendo o influenciador Lucas Strabko, conhecido como Cartolouco, voltaram a chamar atenção para os mecanismos de proteção previstos na Lei Maria da Penha. A Polícia Civil de São Paulo investiga o influenciador por suspeitas de lesão corporal, violência psicológica, injúria e dano contra uma ex-namorada. Enquanto isso, dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) mostram que a Justiça recebeu 516.738 novos processos sobre violência doméstica entre janeiro e maio de 2026 e concedeu 287.616 medidas protetivas de urgência no mesmo período.
Segundo o advogado criminalista Diego Valadares, a medida protetiva tem caráter preventivo e busca interromper o ciclo de violência antes de novas agressões. Por isso, a Justiça pode determinar o afastamento do suposto agressor, proibir contatos com a vítima e restringir o acesso a determinados locais. Além disso, a legislação garante atendimento psicológico, assistência social e outros serviços especializados para as vítimas. O especialista também destaca que o descumprimento da medida configura crime autônomo e pode resultar em prisão, independentemente do andamento da investigação principal.
Além de proteger a vítima, a Lei Maria da Penha permite que qualquer pessoa denuncie casos de violência doméstica. O registro pode ocorrer nas Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher, em outras unidades policiais ou por canais oficiais de denúncia. Depois disso, o pedido segue para análise prioritária da Justiça. Para Diego Valadares, os números registrados pelo CNJ demonstram a importância desses instrumentos legais. Segundo ele, denúncias rápidas e atuação eficiente das autoridades aumentam as chances de interromper a violência e preservar vidas.











