
O prazo para o Escritório da Representação Comercial dos Estados Unidos (USTR) decidir sobre uma tarifa de 25% para produtos brasileiros termina nesta quarta-feira (15). Enquanto isso, o governo brasileiro mantém negociações com autoridades norte-americanas. Além disso, o Ministério da Fazenda contesta as justificativas apresentadas pelo USTR. Caso a medida entre em vigor, o governo poderá retomar a Lei da Reciprocidade e adotar ações para reduzir os impactos sobre empresas exportadoras.
Motivos da investigação
O USTR abriu a investigação com base na chamada Seção 301. O órgão questiona temas como comércio digital, meios de pagamento, acordos comerciais, etanol, propriedade intelectual, combate à corrupção e desmatamento ilegal. Por outro lado, a proposta preserva diversos produtos importantes da pauta brasileira. Entre eles estão carnes, café, petróleo, peças de aeronaves, minerais metálicos, frutas e especiarias. Segundo o governo brasileiro, os argumentos apresentados pelos Estados Unidos não justificam a adoção das tarifas.
Cenários em estudo
O governo acompanha a decisão e prepara diferentes estratégias. Se a tarifa for aplicada, Brasília pretende manter o diálogo com Washington e ampliar a busca por novos mercados. Além disso, o Ministério da Fazenda poderá criar medidas de apoio aos setores afetados. Durante as audiências públicas promovidas pelo USTR, 335 empresas e entidades dos dois países se posicionaram contra a taxação. Da mesma forma, empresas como Coca-Cola, Tesla e eBay alertaram que a medida pode elevar custos, afetar cadeias produtivas e provocar prejuízos tanto para o Brasil quanto para os Estados Unidos.











