Como a tristeza prolongada afeta nosso sistema imune

Pesquisas mostram que a tristeza prolongada pode afetar o sistema imunológico e aumentar processos inflamatórios no organismo. Especialistas alertam para a importância do acompanhamento psicológico e psiquiátrico diante de sintomas persistentes.

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- Foto: Divulgação Tua Saúde

A tristeza prolongada não afeta apenas a saúde emocional. Quando evolui para um quadro depressivo, ela também pode comprometer o sistema imunológico. Estudos científicos mostram que estados depressivos persistentes aumentam processos inflamatórios no organismo e reduzem a eficiência das células de defesa. Como consequência, a pessoa fica mais vulnerável a infecções e doenças crônicas.

Especialistas explicam que o sofrimento emocional contínuo estimula a produção excessiva de cortisol, hormônio relacionado ao estresse. Em níveis elevados por longos períodos, o cortisol prejudica a resposta imunológica. Além disso, ele favorece processos inflamatórios no organismo. Dessa forma, pessoas com depressão podem apresentar gripes frequentes, infecções respiratórias recorrentes, cansaço persistente e cicatrização lenta. Da mesma forma, também podem sofrer com reativação de herpes e agravamento de alergias. Segundo pesquisas científicas, pacientes com transtorno depressivo apresentam aumento de marcadores inflamatórios, como proteína C-reativa e interleucina 6.

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Por isso, especialistas alertam que sintomas como tristeza, desânimo e perda de interesse nas atividades diárias por mais de duas semanas exigem avaliação profissional. Além disso, alterações no sono, no apetite e dificuldades para manter a rotina também merecem atenção. Caso a pessoa apresente sentimentos persistentes de desesperança, a busca por ajuda deve ocorrer o quanto antes. O acompanhamento com psicólogos e psiquiatras é fundamental para o diagnóstico e tratamento adequados. Em situações de pensamentos suicidas, a orientação é procurar ajuda imediata em serviços de saúde mental ou entrar em contato com o Centro de Valorização da Vida (CVV), pelo telefone 188.